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AL faz homenagem aos 50 anos do Sindicato dos Professores

Publicado em: 21/03/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

A Mesa Diretora contou com a participação de representantes dos diversos setores sociais
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"Não basta interpretar o mundo. O que importa é transformá-lo." Foi com esta citação que Marcelino Galo (PT), proponente da sessão especial em homenagem aos 50 anos de atuação do Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro/BA), começou seu discurso. O evento aconteceu na manhã de ontem, no plenário da Assembleia Legislativa. A sessão, que foi aberta pelo presidente da Casa, deputado Marcelo Nilo (PDT), contou com a participação de professores, estudantes, diretores e assessores do sindicato.

O principal ponto de pauta foi o chamado "extraclasse", benefício do trabalho fora da sala de aula que os professores da rede privada não recebem. Por exemplo, um professor que recebe 20 horas de trabalho tem 14 horas de sala de aula e as demais 6 horas o profissional recebe para o preparo das aulas, para correção dos trabalhos, para estudos e pesquisas mais simples. Os professores da rede estadual já recebem o benefício.

O proponente da sessão destacou que esta pauta é questão de justiça e de direito. "Os professores precisam ser remunerados por seu labor integral, e não só por parte dele. Esta é uma questão inegociável; é um trabalho fora da sala de aula, um trabalho extraclasse que deve ser remunerado", disse Galo.

 

HISTÓRIA

 

E foi exatamente para lutar por seus direitos que os professores da rede privada fundaram o Sinpro em 4 de março de 1963, com o nome de Sindicato dos Professores do Ensino Secundário, Primário, Comercial e dos Mestres e Contra-Mestres do Ensino técnico-profissional no Estado da Bahia.

A luta durante o período militar e a construção da luta dos trabalhadores em prol das conquistas coletivas dos professores foram destaque no discurso do secretário da Educação do Estado da Bahia, Osvaldo Barreto, que representou o governador Jaques Wagner. "Este sindicato representa a construção de muitos para a democracia, que militaram e ousaram na ditadura militar e continuam militando pelos avanços da educação. A Assembleia Legislativa sai revigorada de um evento como esse, uma aula de história dada pelo sindicato."

 

CAMPANHAS

 

"O Sinpro liderou campanhas contra a ditadura e participou de campanhas históricas em defesa da democracia do país, recrudescendo a força dos trabalhadores na fundação da CUT e da Contee, em prol de um enfrentamento potencializado frente ao neoliberalismo", destacou o professor Hélio Carneiro, 1º presidente do Sinpro, que destacou o papel dos professores na transformação social.

Cedro Silva, presidente da CUT-BA, ressaltou a necessidade de lutar por uma categoria. Sérgio Guerra, vice-presidente do Conselho Estadual de Educação, endossou a posição de Cedro de que o sindicato precisa dar resultado, melhorar o ambiente de trabalho, "só assim o reconhecimento chega".

 

COMPROMISSO

 

Salários dignos, condições de trabalho, saúde e lazer, a necessidade de emprego em várias escolas, o assédio moral, a quantidade de alunos em sala de aula e o desgaste físico e mental dos professores, segundo a professora e presidente do Sinpro, Heloísa Monteiro, são pautas de reivindicação do sindicato e que "muitas vezes são negadas para uma categoria que deveria ser mais respeitada". A professora ainda destacou a educação como um impulsionador para superar as desigualdades e denunciou a tripla jornada de trabalho das mulheres, que ainda são maioria como profissionais da educação básica.

"O Sinpro trilhou a sua história em defesa dos professores da rede particular de ensino, sem abandonar bandeiras históricas em defesa da liberdade, da democracia, do Estado para todos, em defesa da escola pública, gratuita e de qualidade para todos os brasileiros", disse Heloísa Monteiro.

Em seu pronunciamento, Zilton Rocha, presidente do Tribunal de Contas do Estado, ressaltou o importante papel do Sinpro pela educação, seja ela particular ou pública. E desabafou: "Por que as escolas não são atraentes aos jovens? A escola não ocupa espaços adequados. É preciso ter muito mais dinheiro do PIB para a educação e essa é uma briga política forte, que não podemos abrir mão de ter."

O evento contou ainda com a presença dos deputados Rosemberg Pinto (PT), Kelly Magalhães (PC do B), Carlos Brasileiro (PT), Cacá Leão (PP), Capitão Tadeu Fernandes (PSB), Marquinho Viana (PV), Aderbal Fulco Caldas (PP), Sidelvan Nóbrega (PRB), Jurandy Oliveira (PRP) e Zé Neto (PT).



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