Os acontecimentos ocorridos no início da venda dos ingressos na Arena Fonte Nova na semana passada, nas bilheterias destinadas à torcida do Bahia, o que gerou muita divulgação por parte da imprensa nacional e até mundial, ante o conflito entre torcedores e policiais militares, foi debatido amplamente, ontem pela manhã, pelos deputados que integram as Comissões de Defesa do Consumidor e Especial da Copa.
A audiência pública, proposta pelo deputado Uziel Bueno (PTN), contou com a participação do vice-presidente jurídico da Federação Baiana de Futebol, Manfredo Lessa, apesar do diretor de marketing da Arena Fonte Nova, Lino Cardoso, também convidado, ter enviado correspondência justificando sua ausência, devido a compromissos profissionais assumidos anteriormente.
Não faltaram elogios dos parlamentares da bancada do governo e também da oposição pelo espetáculo de inauguração da Arena Fonte Nova, organização considerada espetacular, no último domingo, que além de um show musical, que teve a musa Ivete Sangalo como grande destaque e, também, pelo clássico Bahia x Vitória, quando o Rubro-Negro goleou seu maior rival, o tricolor, por 5x1.
Entretanto, os parlamentares não esconderam a preocupação pelo conflito na venda antecipada dos ingressos, comprovadamente com pouca divulgação e falha na distribuição dos postos de venda, que deveriam ser colocados também em outros pontos da cidade. O Estatuto do Torcedor exige o mínimo de cinco postos para venda antecipada dos ingressos e somente foram encontrados ingressos pela Internet, no Barradão, em Pituaçu e na própria Arena, ou sejam, apenas quatro postos.
“O objetivo da audiência em conjunto com a comissão da Copa, presidida pelo deputado Bruno Reis, é encontrar soluções para que o torcedor tenha total segurança, também na venda antecipada dos ingressos e em especial para o deficiente físico. A interferência dos cambistas tem que ser combatida e precisamos também adaptar o preço dos ingressos à realidade de um Estado pobre como a Bahia, onde o torcedor precisa do seu grande lazer que é o esporte”, destacou Uziel Bueno.
O vice-presidente da FBF, Manfredo Lessa, fez um relato sobre a competência da entidade, responsável direto pela administração do futebol, garantindo também que os problemas aconteceram por ser um evento teste, mas a grandeza da organização no dia da inauguração foi digna de todos os elogios para os promotores.
“A expectativa era muito grande por parte dos torcedores, pois, desde o desabamento parcial da antiga Fonte Nova, o estádio estava fechado, sendo implodido, para construção da arena. Tanto eu como o presidente da FBF, Ednaldo Rodrigues, temos participado de várias reuniões com os dirigentes da arena e com certeza não acontecerão esses problemas, apesar de reconhecermos que a logística de uma partida de futebol é muito grande. Esse foi um evento teste a pedido da própria Fifa”, comentou o dirigente da FBF.
O presidente da Comissão da Copa, deputado Bruno Reis (PRP), preocupou-se não somente com a organização da venda antecipada dos ingressos, mas em especial com o preço dos mesmos, por considerar o torcedor, na sua maioria, de baixa renda. Todos os parlamentares presentes apresentaram sugestões para a venda antecipada dos ingressos, preocupando-se principalmente com a eliminação da figura do cambista e prevenção para evitar até mesmo falsificação, quando a venda tem um prazo bem maior para facilidade dos torcedores.
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