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Ato político marca a fala do homenageado

Publicado em: 11/04/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Joaci Góes fez defesa veemente do tradicional nome do aeroporto internacional de Salvador
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O jornalista, empresário e acadêmico Joaci Góes transformou o discurso de agradecimento que proferiu na Assembleia Legislativa após receber a Medalha Dois de Julho, num ato contra a mudança do nome do aeroporto internacional de Salvador, após o falecimento do deputado Luís Eduardo Magalhães – em respeito à memória desse jovem político tragado no melhor dos seus 40 anos. E observou que o tio de Luís Eduardo, o ex-desembargador Eduardo Jorge, foi o primeiro a puxar as palmas no plenário lotado como já houvera feito em ato anterior na Ordem dos Advogados da Brasil.
Joaci Góes teve o pronunciamento interrompido cinco vezes por aplausos. Orador de rara fluência e memória fotográfica, confessando o sentimento de júbilo que o invadia ao receber a maior comenda da Casa, a Medalha Dois de Julho e apresentou três razões para isso: Por ser o Legislativo o mais importante dos poderes para a cidadania; pela importância reconquistada pela Assembleia, que vive um de seus momentos mais altos; e, finalmente pela denominação da comenda, que rememora a luta travada pela independência, expressa de forma magnifica pelo professor Luís Henrique Dias Tavares, que estava presente na sessão.
Amigo pessoal do presidente Marcelo Nilo há quase três décadas, registrou o caráter sem precedente e o ineditismo do quarto mandato consecutivo na presidência, ainda mais impressionante pela riqueza do momento vivido por esta Casa. Registrou o talento diplomático, a coerência política e a capacidade de trabalho do presidente que não abdica de ser um político próximo do governador Jaques Wagner, mas que não mistura as coisas. E, no comando do parlamento, age como um magistrado. O jornalista e acadêmico Joaci Góes listou muitos dos avanços obtidos pela Assembleia a partir de 2007, como a rejeição de um veto governamental (depois de 1964 foi o primeiro), a abertura da Casa para a sociedade baiana, a votação recorde de projetos de origem parlamentar e o fato de ser corriqueiro, agora, o aperfeiçoamento de projetos do governo, não mais “ukases imperiais” como ocorria na Rússia tsarista.
Citou ainda providências administrativas que reduziram despesas, a construção do edifício Senador Jutahy Magalhães com o orçamento regular da Assembleia, o trabalho cultural realizado – com a citação de livros publicados, 103, documentários realizados e apoio ao cinema baiano – a transparência, a redução das comissões técnicas e a comunicação com a cidadania. Para o plenário lotado, lembrou a “singularidade” de conhecer pessoalmente a todos: “Tanta gente notável e querida”. Por isso, se limitou a citar apenas os amigos “da primeira juventude”. Depois lamentou, com bom humor, que o presidente da Casa lembrara a data do seu nascimento, 1938, na saudação inicial.
Joaci Góes louvou vultos da nossa história, o sentimento de orgulho que emana dos baianos com relação ao Dois de Julho, desde o século XIX, e encerrou recitando o “Ode ao Dois de Julho”, de Castro Alves, de 1868, “o mais belo poema da Língua Portuguesa, escrito pelo maior poeta das Américas”.



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