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Colegiado debate situação da saúde na cidade de Mutuípe

Publicado em: 16/04/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Os trabalhos da Comissão de Saúde e Saneamento foram comandados pelo deputado Alan Sanches
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A situação da saúde pública no Vale do Jiquiriçá, em especial em Mutuípe, foi debatida ontem em audiência pública da Comissão de Saúde e Saneamento. Segundo denúncias reiteradas pelo vereador Jesuíno dos Santos, o quadro é caótico, com o único hospital da cidade fazendo atendimento de forma precária, incluindo o não funcionamento do Centro de Parto Natural, inaugurado ano passado e desde então fechado. Ainda de acordo com o vereador, o hospital Clécia Rebouças também atrasa pagamentos.
O deputado Alan Sanches (PSD), autor da proposta de audiência pública, corrobora as denúncias e diz que as informações recebidas indicam que desde 2011 o funcionamento do hospital é precário, faltando, inclusive, médicos plantonistas. O prefeito Luís Carlos Cardoso Silva nega tudo e atribui a interesses políticos partidários dos seus opositores este tipo de denúncia.

ACERTO

Segundo ele, a saúde funciona, e bem, em Mutuípe. “Temos cobertura de 100% na saúde básica, atendimento odontológico e também na área da saúde mental, com a existência dos Centros de Atenção Psicossocial - Caps”, informa o prefeito, adiantando que na sua gestão há ambulâncias disponíveis para transportar pacientes (900 a cada mês) que precisam de atendimento em outros municípios, como para Santo Antônio de Jesus, Feira de Santana e até mesmo para Salvador, onde há hospitais que fazem atendimento de alta complexidade. O Clécia Rebouças atende procedimentos de baixa complexidade, incluindo internamentos, emergências e partos.
Quanto à denúncia de que há vinculações entre a entidade que administra o hospital (a Associação de Proteção à Maternidade e à Infância - APMI Castro Alves), a assistente executiva de comunicação da instituição nega. Garante que a APMI está à frente do hospital Clécia Rebouças desde 2011, um ano antes, portanto, da eleição do prefeito, que somente tomou posse em janeiro deste ano.
Liliane Albuquerque vai além e afirma que as denúncias do vereador Jesuíno dos Santos tem por traz uma intenção político-partidária, uma vez que é oposição ao prefeito na Câmara Municipal de Mutuípe. E assim, completa, ele faz “um movimento midiático”, com denúncias que não correspondem à verdade. Segundo ela, o atraso no pagamento dos funcionários, que motivou há três semanas paralisação dos funcionários do Clécia Rebouças, segundo Alan Sanches, decorreu de um fato isolado.
Houve mudança no sistema da Secretaria da Saúde, informa Liliane Albuquerque, fato que provocou atraso nos salários de janeiro e fevereiro, situação já plenamente regularizada, garante. Quanto à falta de médico plantonista, ela informa que ocorreu apenas uma vez, “em uma terça-feira, quando o profissional enfrentou problemas de saúde e foram suspensos os atendimentos ambulatoriais, mas mantidos os de emergência”. E além do mais, conclui, o hospital recebe a visita regular da fiscalização da Sesab e da vigilância sanitária do governo do Estado, sem identificação de qualquer problema.
Mas o hospital ia fechar mesmo em novembro de 2011, disse Andres Castro, Superintendente de Regulamentação da Secretaria da Saúde. O governo interveio e a APMI assumiu o hospital, que, segundo ele, deve ter seu funcionamento analisado para mais de uma década atrás, quando as “administrações anteriores não atentavam para a saúde pública de Mutuípe”. Já o governo Wagner, garante, tem por princípio governar para todos, e não somente para os aliados. Castro, inclusive, listou todas as intervenções que o Estado vem procedendo em diversas unidades hospitalares, seja construindo novos hospitais, seja recuperando outros. E tem mais, o hospital de Mutuípe vai ser referência na área de maternidade para toda a região.



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