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Livro de Joaquim L. De Souza será lançado hoje na sede da ACB

Publicado em: 17/04/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Presidente Marcelo Nilo reafirmou o desejo de manter o convênio entre Legislativo e a Associação Comercial da Bahia
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O livro “Encilhamento na História do Brasil”, que será lançado hoje, às 19h, no saguão da Associação Comercial da Bahia, trata da crise financeira que atingiu o governo provisório da República brasileira e marcou a transição econômica definitiva do arcaico modo de produção do Império, assentado no escravagismo, para a modernidade da época. Escrito por Joaquim L. De Souza e publicado em regime de coedição pela Assembleia Legislativa e a Associação Comercial da Bahia, o volume registra aquela crise financeira e demonstra a importância da estabilidade da moeda para a economia nacional.
Prefaciado pelo professor de Ciência Política da Universidade Federal da Bahia, Paulo Fábio Dantas Neto, orelha escrita pelo ex-presidente da Associação Comercial, Eduardo Morais de Castro, e com a contracapa assinada pelo presidente da entidade, Marcos de Meirelles Fonseca, dá seguimento ao convênio que une as instituições responsáveis pela edição, voltado para o resgate da história econômica da Bahia e para o debate de questões relacionadas com o desenvolvimento da nossa terra. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, considera o livro como “um documento da maior importância para a compreensão da realidade atual”.

SATISFAÇÃO

Ele reafirmou o seu desejo de manter ativo o convênio que une o Legislativo à Associação Comercial da Bahia, convencido da justeza da lapidar sentença proferida pelo escritor e editor Monteiro Lobato: “Um país se faz com homens e livros”. Para ele, é um prazer participar do lançamento de um novo volume, seja uma obra inédita, como acontece com “O Encilhamento na História do Brasil”, ou quando do resgate de um livro fora do catálogo das editoras comerciais só encontrados em sebos – quase sempre a preços proibitivos. Entre tantos momentos “ímpares” vividos nos seis últimos anos, coloca o lançamento de livros entre eles.
Coube ao deputado Marcelo Nilo ampliar o programa editorial que a Assembleia vinha executando de forma intermitente desde a década de 1980, sistematizado na gestão de Antonio Honorato na presidência da Casa, programa ampliado pelo deputado Clóvis Ferraz. Mas ainda assim restrito ao lançamento de quatro ou cinco títulos anuais. Em seus seis anos à frente do Legislativo, o deputado Marcelo Nilo já lançou 103 livros e outros seis estão em processo de impressão.
Trata-se da sua maior prioridade na área da comunicação social, tendo em sua gestão ampliado o convênio que havia com a Academia de Letras da Bahia e firmado outros com entidades como a Associação Comercial, a Universidade Federal da Bahia, o Museu Eugênio Teixeira Leal, a Fundação Casa de Jorge Amado, a Câmara Baiana do Livro, a Universidade Estadual do Sudoeste, entre outros. No período foram criados selos específicos para inéditos, para o tema cangaço e para o resgate de livros históricos.

COLEÇÕES

Foram criadas ainda coleções como a que resgatou a história do Comércio (e da economia) da Bahia em seis volumes já publicados em conjunto com a Associação Comercial; a coleção Memória da Bahia em cinco volumes, três deles publicados e um em gráfica, com o Museu Eugênio Teixeira Leal; a coleção Mestres da Literatura Baiana que terá 24 volumes, um publicado e três em processo de impressão, conjuntamente com a Academia de Letras da Bahia. Já a coleção Gente da Bahia é iniciativa exclusiva da Assembleia e busca resgatar vultos da história recente de nosso estado através de perfis biográficos já tem 23 livros publicados, e um está sendo impresso.
Nessa lista foram publicados livros com perfis dos médicos Juliano Moreira, Elsimar Coutinho e Aristides Maltez. Músicos como o maestro Lindenberg Cardoso, o pianista Carlos Lacerda ou os compositores populares Riachão e Gordurinha. Ou ainda os artistas plásticos Calasans Neto, Hansen Bahia, Carybé e Juarez Paraíso. E o escritor Guido Guerra. E baianos como o alfaiate Spinelli, o cineasta Roberto Pires, o rádio-escuta Gabriel Soares, o professor Milton Santos, o animador cultural Clarindo Silva, o abade Dom Timóteo Amoroso, a Mulher de Roxo, o capoeirista Mestre Pastinha e o antropólogo Edison Carneiro. Como também políticos: os falecidos senador Nélson Carneiro e o deputado Chico Pinto.

DETALHES

Com 126 páginas, capa em policromia, projeto gráfico de Domingos Designer Gráfico, e capa de Ronia Design, “Encilhamento na História do Brasil” tem leitura agradável, citações dos melhores nomes da literatura mundial, e demonstra a enorme gama de problemas gerados por uma política econômica equivocada, apesar de elaborada com a melhor das intenções pelo então ministro da Fazenda, Ruy Barbosa, que optou por buscar a industrialização a partir de 1890 através da liberação de créditos, como fizeram outras nações anteriormente e com sucesso.
O resultado, destaca o ex-presidente da Associação Comercial da Bahia, Eduardo Morais de Castro, em texto constante da segunda orelha, foi uma crise financeira sem precedentes, responsável por inflação galopante e desestabilização da economia brasileira no final daquele século. Eduardo Morais de Castro pinça do livro escrito por Joaquim L. De Souza uma frase que espera as autoridades do governo brasileiro devam sempre ter em conta: “A ordem monetária é a única base do progresso duradouro”.



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