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Adolfo Viana reverencia memória de Luís Eduardo Magalhães

Publicado em: 18/04/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Tucano optou por apresentar moção de aplauso para destacar as realizações do jovem político
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O transcurso dos 15 anos de falecimento do ex-deputado Luís Eduardo Magalhães, que ocorre no dia 21, foi registrado na Assembleia Legislativa pelo deputado Adolfo Viana (PSDB) através de moção que protocolou junto à Secretaria Geral da Mesa. No texto, ele trata do paradoxo de ter optado por uma moção de aplauso, ao invés de um documento de luto ou pesar.
“Aplaudo a vida e as realizações de um jovem que nos seus breves 43 anos conquistou o Brasil – construindo identidade política própria, diversa daquela do seu amado pai, o senador Antonio Carlos Magalhães. Um complementava o outro”, frisou no documento. Fez também um breve histórico da carreira de Luís Eduardo, enfatizando os laços afetivos fortes que o uniam ao pai,  “desde sempre”, num crescendo que teve o ápice quando à convivência familiar somou-se à política.

PERSONALIDADE

Especialmente, completou, quando presidiram concomitantemente as duas Casas do Congresso Nacional – fato inédito na República. “Divergiram, mas o respeito mútuo foi amalgamado de tal maneira que, essencialmente pareciam ser um só, embora diferentes”. O deputado tucano lembrou algumas características pessoais dele:
“Altivo, sem ser arrogante. Fiel aos compromissos e às suas convicções, porém, sempre exercitando o contraditório. Republicano, mas com respeito às regras do jogo. Firme, entretanto, civilizado. Dotado de uma personalidade gentil, agregadora, aliada a uma capacidade de trabalho e de inteligência notável, foi sem qualquer dúvida o mais brilhante político brasileiro da sua geração”.
E fixou a perplexidade dos baianos e dos brasileiros com a brevidade que o destino reservou para a sua existência, com a síntese feita  pela articulista Míriam Leitão, de O Globo: “Alguns líderes quando morrem levam parte da história. Ele levou parte do futuro”.
Luís Eduardo Magalhães começou aos 18 anos de idade como oficial de gabinete do governador Antonio Carlos Magalhães em 1973, informou. “Aí a sua precoce vocação para a vida pública já havia se manifestado”, acrescentou. Dois anos mais tarde, na Assembleia Legislativa, chefiou o gabinete da primeira secretária. Foi candidato a deputado estadual em 1979. Para Adolfo Viana, foi nesta Casa que ele aprimorou o gosto pelo parlamento, pela articulação política e pela tribuna. Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia em seu segundo mandato, foi eleito destaque do Troféu Imprensa seguidamente pelos jornalistas encarregados da cobertura deste Poder.

CARREIRA

Assinalou ainda que Luís Eduardo chegou ao Congresso Nacional quando o processo de redemocratização do Brasil se completava com a realização da Assembleia Nacional Constituinte. Para Adolfo Viana, foi neste grande foro de discussão do Brasil que Luís Eduardo se destacou pela postura liberal em temas econômicos e pela crítica ao caráter paternalista daquela Carta.
E registrou que ele nunca temeu patrulhamentos e na Constituinte “aprendeu e ensinou”, assumindo papel de proa no processo de articulação política do Congresso. Amigo de luminares como dos ex-ministros Roberto Campos e Mário Henrique Simonsen, estudioso da Ciência Política e Economia, “o seu ápice como articulador no Congresso Nacional aconteceu na gestão Fernando Henrique Cardoso”, frisou.
A moção de aplausos acrescenta que ele também foi líder do PFL, sendo importante elo de aproximação do PSDB com o PFL, que depois teve como sucedâneo o DEM. “Presidente da Câmara Federal no governo de FHC, conduziu a aprovação de mais de 50 leis e 14 emendas constitucionais. Comandou a quebra do monopólio do petróleo, do novo conceito de empresa nacional e a emenda da reeleição”, lembrou.
Antes de encerrar o documento, o deputado do PSDB lamentou que ele não chegasse ao governo estadual, sonho interrompido, tanto quanto uma possível candidatura ao Planalto. No final, reverenciou a memória de Luís Eduardo e se solidarizou com a sua mãe, dona Arlete, seus filhos, Paula, Carolina e Luís Eduardo, os netos que não chegou a conhecer e com os demais familiares.



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