Mais do que se dizer feliz com a ocasião, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, demonstrou a alegria por ser agraciado com o Título de Cidadão Baiano, ao ocupar a tribuna para um discurso de agradecimento muito bem humorado. “Na política não se pode perder o humor”, disse, para concluir em seguida que “tristeza não paga dívida”.
Revelando-se grato por ser alvo da honraria oferecida pela Assembleia Legislativa, confessou que não se considerava merecedor do título. “Não fiz quase nada para pagar a dívida que a nação tem com a Bahia”, considerou, lembrando que o presidente estadual do partido, Alexandre Brust, sempre lhe disse, se algo era considerado impossível, havia um precedente na Bahia, parafraseando o ex-governador Octávio Mangabeira. “Eu ser considerado baiano é o precedente do impossível”, definiu.
Relaxado, evitou citar um por um os componentes da Mesa, mas agradeceu particularmente pela presença do ministro do Trabalho, Manoel Dias, “único que foi cassado como deputado e vereador” e que tem 50 anos de serviços prestados à nação. Ao final do pronunciamento, se disse orgulhoso de se “tornar filho da Bahia e de buscar merecer este título que agora vocês estão me dando”.
“Vou ser eternamente grato por ser, agora, 'Lupi, meu rei'”, brincou, afirmando no entanto que o título não é apenas uma placa que se guarda em casa, mas o símbolo de uma responsabilidade que é assumida. Ele lembrou ainda que a Bahia entrou em sua vida pela primeira vez, de 1969, quando a escola de samba Salgueiro entrou na avenida com o samba-enredo “Bahia de Todos os Deuses”. Para quem não ligava o nome à música, o político cometeu estes versos: “Bahia, os meus olhos tão brilhando, meu coração palpitando, de tanta felicidade...”
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