Após intensa negociação, foi assinado ontem, na governadoria, o contrato do Programa de Viabilização do Metrô pelo governador Jaques Wagner e os prefeitos ACM Neto (Salvador) e Márcio Paiva (Lauro de Freitas). O contrato prevê que o Estado será o administrador e responsável pela conclusão da Linha 1 do metrô (Lapa a Pirajá) e a implantação da Linha 2 Paralela a Lauro de Freitas). No evento, que contou com a presença do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PDT), também foi assinada a transferência para o governo da Bahia da administração da Companhia de Transporte de Salvador (CTS), responsável pelos trens do subúrbio.
Ficou definido que a tarifa de integração entre o metrô e o sistema de ônibus de Salvador será de R$ 1,10. O contrato também estabelece que a administração da Estação Pirajá ficará sob a responsabilidade do governo do Estado, enquanto a Estação da Lapa será administrada pela prefeitura. De acordo com o governador Jaques Wagner, a previsão é que o Edital de Licitação do metrô seja publicado em 20 dias.
O modelo de gestão adotado é de Parceria Público Privada (PPP). “Agora teremos uma gestão unificada e mais célere. Só dependíamos desse acordo para colocarmos o sistema em funcionamento. Essa ferramenta de gestão PPP já se mostrou muito eficaz em outras ações do governo, como Hospital do Subúrbio e Arena Fonte Nova. É um modelo eficiente e que vai nos ajudar a resolver o problema de mobilidade urbana de Salvador e Lauro de Freitas”, afirmou o governador Jaques Wagner.
O prefeito de Salvador, ACM Neto, enalteceu o espírito público que presidiu os dois lados na busca de um acordo e que algumas pessoas torceram para que ele não acontecesse, pessoas que, segundo o prefeito, não estão acostumadas com a nova fase de maturidade política que vive a Bahia. “É possível fazer política de alto nível, pensando no cidadão e deixando de lado as disputas partidárias”, afirmou o prefeito.
Marcelo Nilo afirmou que finalmente depois de 12 anos de espera há um compromisso sério entre o governo do Estado e a prefeitura para que o metrô de Salvador possa funcionar e melhorar o transporte público da cidade. “Essa situação era algo que envergonhava os baianos e o governador teve um gesto de amor a Bahia e de grandeza ao negociar com o prefeito de Salvador, que é um adversário político, uma solução definitiva, levando em consideração apenas o interesse da população”, afirmou.
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