Hospitais, casas de saúde e maternidades da Bahia serão obrigados a adotar medidas de segurança, além das já previstas que evitem a troca do tipo sanguíneo em caso de transfusão. A obrigatoriedade está contida em projeto de lei da deputada Graça Pimenta (PR), que alerta: “Quando alguém recebe tipo de sangue diverso do seu por erro no momento da transfusão, o sangue original da pessoa rejeita o sangue doado, causando uma série de complicações. Isso pode acontecer quando a bolsa de sangue é trocada ou por erros de identificação do paciente”.
Quando o sangue errado entra no sistema circulatório do paciente, explica a deputada, “o pior cenário que pode acontecer é a reação hemolítica aguda: as hemácias (células sanguíneas responsáveis pelo transporte do oxigênio) do sangue que foi doado são destruídas. A transfusão de sangue errada também pode provocar efeitos menos graves, como coceiras no corpo, reações alérgicas e febre”.
SEGURANÇA
O projeto, que pode virar lei se a Assembleia Legislativa aprová-lo e o governador sancioná-lo, estabelece como medidas de segurança “assinatura de um termo de concordância dos familiares de 1º grau assentindo com a tipagem sanguínea a ser utilizada para a transfusão”, o que não exime o médico atendente das suas responsabilidade e obrigações, “bem como a clínica, o hospital, enfim qualquer órgão em que o receptor esteja baixado” e, em caso de negativa dos familiares com relação ao tipo sanguíneo, a obrigação de “nova coleta para a realização da contraprova”.
Em casos de extrema urgência e não se conseguindo a comunicação com um dos familiares, “o procedimento far-se-á mediante compromisso assinado pelo médico atendente, do responsável pelo laboratório e do banco de sangue, afirmando que o sangue a ser utilizado é compatível com o do paciente”. Com estas medidas, a ideia é “inovar e avançar, criando mais um fator de segurança no momento da transfusão, que se configura em instante de altíssimo risco, posto que é exatamente neste ponto que todos os envolvidos na proteção da vida e segurança do paciente (parentes, médicos, equipe médica, órgãos afins), devem convergir”, diz Graça Pimenta.
Para ela, “a aprovação deste projeto criará, por assim dizer, um fator maior de segurança quando se trata da proteção do bem maior da sociedade – a vida -, obrigando os hospitais a adotarem novas medidas para evitar a troca de sangue em caso de transfusão”.
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