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Governos e sociedade discutem ações sustentáveis para Caatinga

Publicado em: 09/05/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

O petista Marcelino Galo debateu com os participantes o documento Declaração da Caatinga
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Ao som da canção “O Trenzinho do Caipira”, de Villa Lobos, o coral Canto da Terra abriu na manhã de ontem o evento em homenagem ao Dia Nacional da Caatinga realizado na  Assembleia Legislativa. O evento faz parte do projeto GEF Mata Branca, coordenado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) com o objetivo de definir estrategias, junto aos tomadores de decisão, para o planejamento e execução do documento intitulado Declaração da Caatinga, que formalizou compromissos assumidos pelos governos e demais setores da sociedade para a promoção do desenvolvimento sustentável desse Bioma, apresentado na recente Conferência Rio + 20.
Ocuparam a mesa do evento Carlos Romero – Comitê da Reserva da Biosfera da Caatinga; Dernival Oliveira – superintendente do CAR; Cássio Biscarde – coordenador do Projeto Mata Branca; Edmílson Santos – representante da Sociedade Civil; Maísa Flores – representante do Inema; Yeda Brito – representante do Banco do Nordeste; Edson Ribeiro – superintendente de Políticas e Planejamento Ambiental e dos deputados Joseildo Ramos (PT) e Marcelino Galo (PT).

CAATINGA

A caatinga é uma formação vegetal que podemos encontrar na região do semiárido nordestino. Está presente também nas regiões Extremo Norte de Minas Gerais e Sul dos estados do Maranhão e Piauí. Suas principais características são marcadas pela forte presença de arbustos com galhos retorcidos e com raízes profundas, com presença de cactos e bromélias. Desde o período imperial, tenta-se promover o desenvolvimento econômico na caatinga, porém, a dificuldade é imensa em razão da aridez da terra e da instabilidade das precipitações pluviométricas.
Durante a abertura do evento, o deputado Marcelino Galo ressaltou as necessidades para melhoria  do semiárido que vivencia uma das secas mais fortes dos últimos tempos, “desde o século XVI que já tivemos umas 80 secas, mais ou menos parecidas com essa que está ai. É um evento natural, mas também um evento sócio histórico dramático e que a gente precisa alterar”, disse.
Ele defendeu ações para resolver o problema da regularização fundiária. “A gente precisa fazer uma reforma agrária, a gente precisa aprovar nesta Casa um projeto que é de iniciativa do Executivo, mas teve que ser devolvido, que veio no sentido da gente regularizar as terras dos fundos, fechos de pasto e dos quilombolas. Não adianta a gente discutir apenas a preservação. Precisamos cobrar do nosso governo que devolva esse projeto pra gente aqui aprovar, negociando ele com a população que ali vive”, prosseguiu.
Carlos Romero aproveitou o momento para fazer alguns apelos, entre eles, a intervenção dos parlamentares na aprovação da PEC115/95 que visa o reconhecimento da Caatinga como patrimônio nacional e a reintrodução da ararinha azul.

 POLÍTICA

Para o superintendente Edson Ribeiro, falar da caatinga é falar de politica. “Temos que pensar e proporcionar politicas públicas desses biomas e por que não no semiárido?  Temos dezenas de projetos protocolados que tem como objetivo ambientalizar nosso sertão”. De acordo com Yeda Brito, do Banco do Nordeste, o fenômeno da seca ainda traz ainda bastante problemas e solicitou atenção especial para o crédito estiagem.
“O crédito estiagem é um crédito estruturante que possibilita ao cidadão que vive neste fenômeno [seca] uma estrutura”. O deputado Joseildo Ramos parabenizou a CAR pelos 30 anos de fundação e reclamou pela ausência da sociedade no evento. “Esse é um momento histórico, que me deixa alegre e triste ao mesmo tempo. A tristeza é por ver esse auditório vazio. Esse governo é o governo que elegemos, mas se não houver questionamentos não haverá melhorias, sem questionamentos não há governo. Existe algo para comemorar, e muito mais para ser feito”, afirmou o petista.



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