A Assembleia Legislativa entrou pela noite de ontem apreciando os projetos de lei 20.270 e 20.273, que reajustam os vencimentos dos servidores públicos respectivamente dos poderes Executivo e Judiciário.
A apreciação sofreu obstrução oposicionista e, até o fechamento desta edição (22 horas), apenas o parecer do deputado Euclides Fernandes (PDT) favorável ao reajuste do funcionalismo da administração direta em 2% retroativos a janeiro havia sido aprovado por maioria.
Também na sessão de ontem foi aprovado o requerimento de urgência apresentado pelo líder do governo, Zé Neto (PT), para o PL 20.278 que trata de outro reajuste de 3,765% a partir de 1º de julho. O PL do Poder Judiciário propõe a mesma alteração salarial nos moldes acordados pelo governo com os sindicatos dos servidores da administração direta, totalizando 5,765%. O presidente do TJ, desembargador Mário Alberto Hirs, no entanto, optou por enviar apenas uma proposição neste sentido, enquanto o governador Jaques Wagner preferiu mandar o reajuste em duas matérias.
Os debates entre os parlamentares da base de governo e os da oposição foram intensos, sendo acompanhados das galerias e do Salão Nestor Duarte por sindicalistas favoráveis à matéria e servidores que se rebelaram contra o acordo. Mais de uma vez, o presidente Marcelo Nilo (PDT) precisou pedir comedimento nas manifestações, lembrando aos presentes que os deputados têm o direito constitucional de se manifestar livremente da tribuna do plenário.
REDES SOCIAIS