A Assembleia Legislativa da Bahia seguiu o exemplo do Congresso Nacional e instalou, na manhã de ontem, uma Comissão Especial da Verdade. Para presidir a comissão foi eleito o deputado Marcelino Galo (PT) que explicou qual o objetivo dos trabalhos do novo colegiado: Romper com silêncio em torno da repressão dos militares durante a ditadura iniciada em 1964 e descobrir o que aconteceu com os baianos que foram vítimas dessa repressão.
“A Comissão da Verdade não tem o poder para julgar, nem condenar ninguém. O que ela vai fazer é colaborar para que a história dessa época seja contada e encaminhar os fatos para quem de direito apurar”, explicou o parlamentar petista, em seu primeiro discurso como presidente do colegiado. Ele deixou claro que não há nenhuma intenção de “se fazer revanche” com aqueles que conduziram a repressão.
Marcelino já anunciou para o próximo dia 21 de maio a realização de uma grande audiência pública com a presença de estudiosos, pesquisadores, entidades ligadas aos direitos humanos, a exemplo do Grupo Tortura Nunca Mais, entre outros.
“O que nós pretendemos fazer é esclarecer todos os fatos para que isso nunca mais venha acontecer na sociedade brasileira. Como o nome do grupo diz, tortura nunca mais”, acrescentou.
A Comissão da Verdade se reunirá na sala Jairo Azi da Assembleia Legislativa todas as quartas-feiras, a partir de 11h. Ela tem como integrantes titulares os seguintes deputados:
Pedro Tavares (PMDB), eleito vice-presidente, Álvaro Gomes (PC do B), J. Carlos (PT), Leur Lomanto Júnior (PMDB), Capitão Tadeu (PSB), Ronaldo Carletto (PP) e Zé Raimundo (PT), além do presidente Marcelino Galo.
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