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Sessão especial marca os 40 anos de fundação da Embrapa

Publicado em: 15/05/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Evento foi idealizado pelo deputado Mário Negromonte Júnior
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Embrapa). O evento aconteceu na manhã de ontem, no plenário da Assembleia Legislativa. A sessão contou com a participação de agricultores, políticos, representantes de órgãos públicos e de fundações de pesquisa.
O trabalho da Embrapa, que tornou o Brasil um dos líderes mundiais em tecnologia para a agricultura tropical, foi reconhecido por todos. Os avanços brasileiros, conforme destacaram os parlamentares, são fruto de inovações como o melhoramento genético, que gerou cultivares adaptadas às condições de produção tropicais; a transformação de largas extensões de terras inadequadas à produção, em especial dos cerrados, em solos férteis, aptos para a agricultura, além do desenvolvimento de sistemas de produção e sistemas de produção adaptados às diversas regiões do Brasil.
O proponente da sessão destacou a produção brasileira. “O Brasil é atualmente o terceiro maior exportador mundial de produtos agropecuários. É também o maior exportador de café, açúcar, suco de laranja, etanol de cana-de açúcar, frango e soja; segundo maior exportador de carne bovina e terceiro  maior exportador em algodão”, disse  Mário Negromonte Júnior.
Atualmente, a Embrapa é constituída por 47 Unidades Descentralizadas de Pesquisa e Serviço, além de 15 Unidades Centrais. Ela também coordena e integra o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA), constituído pelas Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Oepas), por universidades e institutos de pesquisa de âmbito federal ou estadual e organizações, públicas e privadas, vinculadas de algum modo à atividade de pesquisa agropecuária.
Jairo Carneiro, representante do secretário de Agricultura do Estado da Bahia, evidenciou o órgão como “uma instituição de respeito e com renome nacional” e destacou a necessidade de um País soberano que valorize a produção científica, em qualquer circunstância de natureza política. “A Embrapa é uma instituição insubstituível para a produção e pesquisa no nosso País”, disse.

HISTÓRIA

“Passamos a entender melhor as condições dos solos brasileiros, desenvolvemos práticas de manejo próprias e adaptamos culturas às condições de produção do País”, disse o diretor executivo de transferência de tecnologia da Embrapa, Waldyr Stumpf, enfatizando que o Brasil é o 3º maior exportador mundial de produtos agropecuários e o maior exportador de café, açúcar, suco de laranja, etanol de cana-de-açúcar, frango e soja.
Criada em 26 de abril de 1973 como principal instrumento na reformulação da pesquisa agropecuária brasileira, a Embrapa foi parte efetiva da revolução agrícola que tornou o Brasil um dos líderes mundiais em tecnologias para agricultura tropical.
O crescimento da oferta para o mercado interno superou rapidamente a curva de crescimento da demanda, provocando uma queda de 50% no valor da cesta básica, entre 1975 e 2011.
“Mesmo a Embrapa nascendo em um período conturbado foi importante na história do Brasil. Naquele instante começa o encaminhamento do protagonismo da Empresa, reconhecendo a necessidade na pesquisa de interesse nacional. Isso é substantivo da jovem Embrapa, pelo que ela tem oferecer para a população brasileira”, falou o deputado petista Joseildo Ramos.

PESQUISA

Do ano de criação até o momento, a Embrapa só faz crescer, ampliando seu leque de atuação para as seguintes áreas: agricultura, agroenergia, agroindústria, tecnologia de alimentos, biotecnologia, nanotecnologia, produção animal, floresta e silvicultura. “A Empresa sempre trabalhou no sentido de ampliar o conhecimento sobre os solos brasileiros, no desenvolvimento de novas cultivares adaptadas às condições climáticas ou ainda a introdução de modernas tecnologias na pecuária nacional”, disse Mário Negromonte Júnior.
O Centro Nacional de Pesquisa de Mandioca e Fruticultura Tropical (CNPMF), nome síntese de Embrapa Mandioca e Fruticultura, é a Unidade da Embrapa na Bahia. Com demandas que vem desde o agricultor menos capitalizado e tecnificado até empresas de médio e grande porte do agronegócio.
“Ao longo dos quase 38 anos após sua criação e 36 anos após a sua inauguração, a Unidade tem gerado e adaptado um grande estoque de produtos e tecnologias, bem como prestado serviços relevantes à agropecuária baiana e nacional”, explicou Domingo Haroldo Reinhardt, chefe-geral da Embrapa Mandioca e Fruticultura.
Raimundo Fonseca, 1º chefe da Unidade na Embrapa-Bahia, destacou que “a soja é o principal produto agrícola da Bahia, representando 15% da produção no estado” e mostrou a necessidade de apoio político na área. “O resultado político deve ser fruto do trabalho e não para agradar quem quer que seja. Precisamos de apoio à pesquisa nacional”. De acordo com o agricultor familiar, de 17 anos, Ubiratan de Jesus Santos, o que foi feito em relação a agricultura familiar ainda não foi o suficiente para segurar o jovem no campo, “a nossa população continua aumentando, precisamos de pesquisadores para aumentar a produção, precisamos diminuir o número de  agrotóxicos”, completou.
Ainda assim, a Embrapa Mandioca e Fruticultura executa grande parte do seu programa de pesquisa, desenvolvimento e inovação com mandioca e fruticultura na Bahia, se tornando o terceiro maior produtor nacional de mandioca e segundo maior de frutas, e que possui grandes fatias dos mais importantes biomas nacionais.

EXPOSIÇÃO

No Saguão Nestor Duarte, a Embrapa exibiu um conjunto de tecnologias e produtos pesquisados, como uma amostra da coleção de variedades de maracujá, manga e citros da Unidade, e mudas de bananeira obtidas por meio da biotecnologia. Houve, ainda, degustação de chips de mandioca e beijus coloridos com frutas e hortaliças.  Prestigiaram o evento os deputados Yulo Oiticica, Neusa Cadore, Luiza Maia, Marcelino Galo, Fátima Nunes, Carlos Brasileiro, do PT; José de Arimatéia, do PRB; e Herbert Barbosa, do DEM.



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