À frente da Comissão Especial da Verdade, o deputado Marcelino Galo (PT) presidiu a primeira reunião ordinária do colegiado que aconteceu, na manhã de ontem, na Assembleia Legislativa. Neste primeiro momento, o parlamentar expressou a necessidade de estabelecer o foco da comissão para a obtenção de resultados concretos, diante de sua complexidade e em virtude de existirem outras Comissões da Verdade, no âmbito da sociedade civil, do Poder Executivo e das centrais sindicais. “Devemos interagir com as demais comissões, mas precisamos estabelecer o que faremos para que nem todo mundo faça a mesma coisa”, explicou.
Dentro deste entendimento, o presidente da comissão sugeriu que o trabalho fosse iniciado dentro da própria Casa Legislativa, resgatando o período dos governos de exceção com a identifi cação dos deputados cassados pelo regime na época, devido a oposição ao sistema. Esta proposta foi parabenizada pela deputada Maria del Carmem (PT) que acredita ser um determinante passo para elucidar momentos obscuros da história.
“Serão informações muito importantes e auxiliarão a complementar e recompor o Memorial da Casa”, disse a petista. A parlamentar também defendeu que diante da necessidade de pesquisa e oitiva de depoimentos para a concretização do trabalho do colegiado, este necessitaria de um espaço específico e apoio de profi ssionais com experiência em busca em arquivos.
SOLIDARIEDADE
Marcelino confi rmou a presença da Comissão da Verdade na audiência que acontecerá no próximo dia 17, no fórum Ruy Barbosa, para acompanhar e prestar solidariedade ao ex-deputado e jornalista Emiliano José, que responderá a uma denúncia de calúnia contra o ex-policial militar e bispo Átila Brandão, suspeito de ser torturador durante a ditadura militar. Emiliano é autor do livro Premonições de Yayá, no qual através de relatos de uma mãe, conta o sofrimento de Renato Afonso, torturado pelo regime. As declarações presentes no livro são atestadas por Renato e sua mãe que asseguram, à época, a condição de torturador do Átila Brandão.
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