A Comissão dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa realizou, na manhã de ontem, na sala José Amando, mais uma reunião ordinária.
A presidente Neusa Cadore (PT) destacou dentre os assuntos presentes na ordem do dia, o encontro com o secretário de relações institucionais, César Lisboa, programado para acontecer após o término da sessão ordinária do colegiado, para tratar da instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas. “É um assunto que deve ser tratado com muita seriedade. Por isso, é importante que haja uma CPI”, disse a parlamentar.
A deputada Luiza Maia (PT) endossou a necessidade de pressionar para que a CPI se torne realidade. E aproveitou para relembrar o caso de Monte Santo, quando, em junho de 2011, cinco crianças foram retiradas da família para uma adoção irregular.
A parlamentar, ainda, convidou a colega Neusa Cadore e demais membros da comissão para que, juntamente com ela e duas promotoras, façam uma visita à Silvânia da Silva, mãe das crianças, que se mudou com a família para outro município, por medida de segurança.
NEW HIT
Outro caso de repercussão nacional relembrado pelas parlamentares foi o do New Hit, no qual integrantes de uma banda de pagode são acusados de estuprar duas jovens no ônibus do grupo.
Nesta semana, o caso voltou à mídia, com a matéria no programa Profissão Repórter, da Rede Globo, e a deputada Luiza Maia defendeu o momento como oportuno para que a comissão voltasse a colocar o assunto com destaque em sua pauta. “A postura dessa banda é ma provocação e um desrespeito às mulheres”, definiu a deputada.
Para Cadore, além de pressionar justiça para que julgue os suspeitos, é preciso abrir espaços de discussão sobre o tema com a juventude, despertando a consciência desses para o processo de banalização da cultura e da mulher. Uma das sugestões da parlamentar é a criação de uma campanha de conscientização em parceria com a Secretaria de Políticas para Mulheres do Estado e demais órgãos comprometidos com os direitos das mulheres, com forte atuação no interior do estado, mediante o apoio das mulheres dos poderes legislativos municipais.
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