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Assembleia apoia luta dos assistentes sociais da Bahia

Publicado em: 24/05/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Representantes da categoria e de diversos segmentos da sociedade marcaram presença no evento
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Os assistentes sociais da Bahia, mais uma vez, lotaram as galerias, corredores e o plenário da Assembleia Legislativa para comemorar o seu dia, que acontece anualmente em 15 de maio. Ontem pela manhã, em concorrida sessão especial proposta pelo deputado Yulo Oiticica (PT), vice-presidente da Casa e também presidente da  frente parlamentar da Defesa da Assistência Social, foi comemorado de forma efusiva a luta por melhores condições de trabalho e a efetivação de direitos da categoria.
A sessão comemorou também os 50 anos do Conselho Regional de Serviço Social CRESS-Ba-5ª Região. Na oportunidade, a presidente do CRESS, Adriana Nascimento, em pronunciamento diante de um plenário lotado, falou da programação do mês comemorativo em 10 municípios baianos, e dos direitos da categoria.
A sessão foi iniciada com a participação ativa dos presentes na exibição musical dos alunos do Centro de Cultura e Arte do Pelourinho (Cecap), integrante da Fundação da Criança e do Adolescente, dirigida pela assistente social Ariselma Pereira. Dezessete adolescentes se apresentaram com instrumentos de corda e percussão, arrancando muitos aplausos.
Em seguida, o proponente da sessão, deputado Yulo Oiticica, relatou exemplos que marcaram mundialmente a luta da classe operária, numa comparação à batalha que os assistentes sociais vêm travando em busca da valorização da categoria profissional.
Os assistentes sociais querem a realização de concursos públicos, não somente pelo Estado mas também pelos municípios, pois grande parte desses profissionais trabalha em setores públicos. Também lutam pela garantia da Lei 12.317/2010, denominada de Lei das 30 horas semanais e piso salarial compatível com a importância da profissão, dentre outras reivindicações.

PRECARIZAÇÃO

“O tema Melhores condições de trabalho e direito para os assistentes sociais traz em si um não sonoro e audível contra a exploração do trabalho. Um não contra a exploração do assistente social que muitas vezes atua em condições absolutamente precárias. Em Salvador são péssimas as condições de trabalho. Trago como exemplo o CRAS da Barroquinha, no centro da capital, onde temos uma estrutura predial que impede o acesso de cadeirantes ou qualquer pessoa com problemas de mobilidade”, discursou Yulo Oiticica, defensor da bandeira de luta desses profissionais.
O petista foi bastante aplaudido ao afirmar que “lutar contra a precarização do trabalho é defender a qualidade dos serviços que deverão ser prestados pelo profissional, pois a complexidade que tem a Assistência Social e o objetivo que se quer alcançar com ela, não permitem se trabalhar com improviso”. Vários parlamentares passaram pelo plenário da Casa, a exemplo a secretária de Desenvolvimento Social e Combate a Pobreza, Moema Gramacho, que representou o governador Jaques Wagner.
“ É muito importante fazer parcerias com os municípios  e que eles façam também os concursos públicos. O governo do Estado tem feito muito para que esses profissionais estejam atuantes, tanto na assistência social como na saúde. Em nome do governador Jaques Wagner quero saudá-las e confirmar o compromisso que temos para que mais conquistas possam acontecer. Temos a convicção do trabalho que essa categoria efetivamente executa nos municípios'.
A secretária Moema Gramacho, elogiando não somente o presidente da frente parlamentar de Defesa da Assistência Social, mas também a diretora da Fundac,  Ariselma Pereira, destacou que “é muito importante os prefeitos entenderam que o governo do Estado tem que ter um bom relacionamento com os municípios na execução das políticas públicas. “O que seria dos baianos e dos brasileiros em geral se não tivessem os profissionais da assistência social?”, perguntou a secretária.

EXPLORAÇÃO    

“Foi um evento extremamente positivo”, considerou a presidente do CRESS, Adriana Nascimento que, em sua fala, destacou a luta do serviço social contra a exploração no trabalho e observou que “o assistente social precisa se reconhecer como um trabalhador assalariado e se envolver na luta coletiva e organizada das classes trabalhadoras”, disse.  Ela também se posicionou contra a privatização da saúde pública, em defesa de um SUS mais eficiente e pela efetivação da lei que regulamenta a participação do assistente social nas políticas públicas da educação municipal e estadual.

OBJETIVOS

O serviço social é uma profissão de curso superior cujo objeto de intervenção são as expressões multifacetadas da questão social. Tem contribuições da sociologia, psicologia, economia, ciência política, antropologia e ética. É uma profissão de caráter sócio político, crítico e interventivo, que se utiliza de instrumental científico multidisciplinar das Ciências Humanas e Sociais para análise e intervenção nas diversas refrações da questão social.
O Assistente Social é o profissional qualificado que, privilegiando uma intervenção investigativa, através da pesquisa e análise da realidade social, atua em formulação, execução e avaliação de serviços, programas e políticas sociais que visam a preservação, defesa e ampliação dos direitos humanos e a justiça social.



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