A carta pública que o Fórum das Associações dos Docentes da Uefs, Uesc, Uesb e Uneb distribuiu para a comunidade baiana, durante a paralisação de advertência realizada pelos professores das universidades estaduais, foi debatida ontem, em audiência pública pela Comissão de Educação, Esportes e Serviço Público da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Álvaro Gomes (PCdoB).
Entre as reivindicações da categoria destacam-se a incorporação do restante da CET ainda este ano, 14% de reajuste salarial, por 7 % da receita líquida de impostos para as universidades estaduais além da revogação da Lei 7176/97. Os professores exigem o atendimento pelo governo do Estado dessas propostas pois caso o movimento não obtenha sucesso, está praticamente decidido uma paralisação geral por tempo indeterminado.
DOCUMENTO
O documento apresentado aos parlamentares destaca que as universidades estaduais da Bahia vêm buscando cumprir seu papel de formadoras de profissionais, de cidadãos e cidadãs, ao tempo que se consolidam no campo da pesquisa científica e da extensão, contribuindo decisivamente para a interiorização da educação superior e para o desenvolvimento sócio econômico e artístico cultural das regiões onde seus campi se localizam.
Os professores alegam ainda que alcançar esta condição, entretanto, não tem sido tarefa fácil para os que nela estudam ou trabalham. Os docentes acham que o Governo do Estado não prioriza a educação pública, pois o orçamento das universidades estaduais tem ficado bem abaixo do que elas necessitam para garantir sua manutenção e expansão sem comprometer a qualidade das atividades acadêmicas.
SALÁRIOS
Afirma ainda o Fórum dos Docentes que umas das consequências desta política é o rebaixamento dos salários dos professores, levando-os à condição de um dos piores dentre as universidades estaduais nordestinas. Os deputados integrantes da comissão que compõem a base do governo comprometeram-se em intermediar as negociações na tentativa de amenizar a revolta por parte dos docentes, que alegaram a pressão exercida anteriormente , o que provocou uma reunião entre membros do governo e representantes do Fórum das Associações dos Docentes e do sindicato. Entretanto, segundo os dirigentes do Fórum, as duas propostas apresentadas,foram recusadas nas assembleias porque não teriam impacto significativo na melhoria dos salários.
Os reitores que participaram da audiência comprometeram-se a agendar um encontro com representantes da Secretaria de Educação do Estado, enquanto os professores confirmaram o desejo de uma greve geral, caso o governo não negocie com os representantes do sindicato e atenda às reivindicações.
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