Em mais uma reunião ordinária, ocorrida na manhã de ontem, na sala Eliel Martins, a Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa fez uma avaliação positiva das últimas atividades, a exemplo da vinda do gerente executivo de Programas de Investimentos da área de Gás e Energia da Petrobras, Marcelo Murta, que anunciou a assinatura de convênio com a Bahia Pesca para desenvolvimento do projeto Pescando Saberes que beneficiará mais de 450 pessoas nas proximidades do Terminal de Regaseificação de Gás Natural Liquefeito da Bahia. A data da visita do colegiado às obras do Terminal, que está sendo construído na Baía de Todos os Santos, será definida na próxima reunião, segundo o presidente da comissão, deputado Leur Lomanto Júnior (PMDB).
Também fez parte da discussão, a implantação gradativa e imediata do Programa Parlamento Verde. Este projeto, apresentado no ano passado pelo deputado Joseildo Ramos (PT), sugere a adoção de medidas internas de preservação ambiental pela Assembleia Legislativa, tais como coleta seletiva e reciclagem de materiais; outorga anual da Medalha Chico Mendes; projeto de manejo das águas servidas e de captação; entre outras. Os parlamentares membros do colegiado querem a homologação do Programa pela Mesa Diretora.
Marcelino Galo (PT) ressaltou que é fundamental e urgente a implantação do Programa, uma vez que, em novembro deste ano, a Bahia sediará o encontro das Frentes Verdes, definição anunciada no evento Viva Mata, ocorrido em São Paulo, o qual o deputado participou, juntamente com outras autoridades, incluindo o governador daquele estado.
EUCALIPTO
O deputado Joseildo Ramos (PT) externou na reunião a sua preocupação com o avanço desenfreado do plantio de eucalipto. Segundo o parlamentar, no encontro da Comissão de Desenvolvimento Territorial do Litoral Norte/Agreste Baiano, que participou na semana passada, em Alagoinhas, foi constatada a utilização de professores e especialistas pela Copener, empresa de reflorestamento, para convencer os pequenos produtores da não viabilidade econômica da agricultura familiar. Além de fomentar a opção pelo plantio de eucalipto, como atividade mais atrativa economicamente, através da integração de produtores. “Isso é um perigo. É uma falsa verdade”, afirmou o parlamentar, que sugeriu uma maior atenção da comissão a esta questão.
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