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População de Teodoro Sampaio é contra implantação de presídio

Publicado em: 05/06/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Representantes da comunidade solicitaram apoio da Comissão Especial da Promoção da Igualdade
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Vereadores, autoridades e moradores do município de Teodoro Sampaio estiveram na manhã de ontem na Assembleia Legislativa para pedir o apoio do deputado Bira Corôa (PT), que preside a Comissão Especial da Promoção da Igualdade para ajudar com a interferência da implantação de um presídio na comunidade de Lagoa Redonda. A referida comunidade rural possui cerca de 100 famílias, que convivem com falta de informação e de assistência e agora estão vivendo o receio de se ter um presídio com supostamente 2.500 presidiários como vizinhos.
"Falaram pra gente que iam colocar uma indústria para dar emprego e descobrimos que irão colocar um presídio. Vão tirar nosso sustento e nossa paz, sempre plantamos lá. Ninguém quer esse presídio em Lagoa Redonda e o prefeito não quer diálogo com a gente que mora lá. Não temos nem uma delegacia, nem um fórum no município, como vamos receber um presídio?", questionou o lavrador Carlos Leal Silva, demonstrando sua insatisfação.
A cidade de Teodoro Sampaio tem 7.800 habitantes e não possui delegacia, conta apenas com uma viatura e o efetivo de dois militares por dia. Neste aspecto, a maior preocupação dos moradores é que a tranquilidade da cidade seja abalada com a chegada de bandidos de outros locais. "Vai aumentar a população. Não temos saúde, educação, transporte público e querem colocar presídio? Por que não colocam uma creche na comunidade?", sugeriu a vereadora Val (PT), que estava acompanhada por diversos militantes. O deputado Bira Corôa, que sugeriu um plebiscito no município na tentativa de solucionar o problema, marcou para o mesmo dia uma reunião com o secretário da Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), Nestor Duarte, para levar as questões desta comunidade. "Sei que é um empreendimento necessário para o Estado, mas é fundamental ouvir primeiro essas pessoas que estão aqui, que serão os principais afetados. Estamos aqui à disposição, o secretário quer ouvir vocês. Não é interesse do Estado causar conflito. Vou agora à tarde levar a comunidade para abrir o diálogo com o secretário. Tem uma proposta dos vereadores de fazer uma audiência conjunta nesta Casa entre a comunidade e os setores do Estado para abrir o diálogo. A comissão recebe a população de forma muito tranquila porque aqui está a representação de um setor estratégico e importante de uma comunidade tradicional com características de remanescentes de quilombos."



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