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Sessão na AL celebra os 350 anos de história dos Correios

Publicado em: 07/06/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

A plateia do evento foi formada por jovens carteiros, além de representantes de entidades de classe
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A história dos Correios se confunde com a própria história do Brasil. Por isso, quando discursou na sessão especial em homenagem aos 350 anos dos Correios no Brasil, realizada ontem na Assembleia Legislativa, a deputada Maria del Carmem (PT) lembrou diversos momentos históricos, nos quais a figura do carteiro estava presente, entre eles o mais marcante: quando D.Pedro I, após ler uma carta enviada pela sua irmã, a imperatriz Maria Leopoldina, com as exigências feitas por Portugal para sua então colônia, proclamou a Independência do Brasil.
“Foi o carteiro Paulo Bregaro, hoje considerado patrono dos Correios no Brasil, que entregou naquele 7 de setembro, às margens do Rio Ipiranga, a correspondência da imperatriz Leopoldina. Ao recebê-la, D, Pedro reagiu a imposição da corte e deu o grito de Independência ou Morte”, contou a petista, proponente da sessão, para uma plateia formada por jovens carteiros, além de representantes de entidades de classe.
Também falaram na sessão especial, além de Maria del Carmem, o deputado federal Nelson Pelegrino (PT); o diretor regional dos Correios, Cláudio Moras Garcia; a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Bahia, Simone Soares Lopes; o presidente da Associação Baiana dos Aposentados, Pensionistas dos Correios, Waldir Alberto de Souza; entre outros.
Todos eles lembraram momentos da secular existência dos Correios no país. História iniciada em janeiro de 1663, como bem lembrou Maria del Carmem, quando então o Correio Mor de Portugal, Luís Gomes da Mata Neto, nomeou o alferes João Cavaleiro Cardoso para o cargo de assistente do Correio  Mor na Capitania do Rio de Janeiro. “Surgia ali oficialmente o nosso querido Correios”, afirmou a deputada em seu discurso.
Dando um salto histórico, a deputada contou que em 20 de março de 1969 é criada a Empresa Brasileira dos Correios e Telégrafos (EBCT).  Del Carmen lembrou que, a criação da empresa, atendia a necessidade de modernização e adequação dos serviços à nova realidade brasileira e mundial. 

MODERNIZAÇÃO

Já Nelson Pelegrino observou que, com o surgimento de novas mídias, a exemplo da Internet, o papel dos Correios vem se transformando. Um deles é o de Banco Postal. “Há alguns anos, mesmo com cerca de 500 mil habitantes, o bairro das Cajazeiras não tinha nenhuma agência bancária. Precisou os Correios abrirem um banco postal para mostrar para as instituições privadas a viabilidade de se montar agências bancárias na região”, afirmou o deputado, que faz parte da Frente Parlamentar de Defesa dos Correios do Congresso Nacional.
Por tudo isso, a EBCT é a empresa brasileira que foi considerada, em uma pesquisa realizada em 2005, como a instituição de maior credibilidade do país. “Os Correios é uma instituição que está em todo lugar. Em todos os municípios brasileiros tem uma agência dos Correios. Portanto, está presente na realidade dos brasileiro”, afirmou Pelegrino.
Outro momento histórico foi lembrado pela presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios, Simone Soares Lopes. “Foi o carteiro quem levou as urnas ao TSE comunicando que o povo decidiu por um operário nordestino no comando do país”, afirmou Simone, acrescentando que o presidente Lula procurou preservar a estatal, retirando do Congresso o projeto de lei da privatização dos Correios e concedendo melhorias para os 120 mil trabalhadores da gigantesca empresa nacional.



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