MÍDIA CENTER

Presidente Marcelo Nilo recebe título de Cidadão Soteropolitano

Publicado em: 07/06/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Acompanhado de Arnando Lessa, proponente da honraria, homenageado foi recepcionado por multidão
Foto:

As mais altas autoridades da Bahia prestigiaram a solenidade de concessão do título de Cidadão Soteropolitano ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, que aconteceu na Câmara Municipal na noite de quinta-feira. Foram parabenizá-lo o governador Jaques Wagner e o vice-governador Otto Alencar, o prefeito ACM Neto, a senadora Lídice da Mata, o chefe do Ministério Público, Wellington César Lima e Silva, o presidente do TCM e o vice-presidente do TCE, respectivamente, conselheiros Paulo Maracajá e Inaldo Paixão. Além dos secretários de estado Fernando Schmidt, Ruy Costa,  Cícero Monteiro, Nestor Duarte e Paulo Câmera. A presidente da UPB Maria Quitéria e seu antecessor, o ex-prefeito Luiz Caetano, também compareceram.
O presidente da Casa, vereador Paulo Câmara, abriu os trabalhos às 20h, diante do plenário superlotado, com a execução do hino Nacional Brasileiro pelo coral do Legislativo. A palavra foi então passada ao autor da proposição que conferiu a cidadania da capital ao “sertanejo de Antas, das franjas do Raso da Catarina, Marcelo Nilo”, que foi aprovada por unanimidade, vereador Arnando Lessa (PT). Foi uma fala emocionada ao novo “conterrâneo”, enfatizando os muitos serviços prestados à cidade da Bahia e aos baianos pelo homenageado. Lessa traçou um breve perfil do homenageado, mas centrou o discurso na “figura nessa humana fraterna, solidária e extraordinária”.

EMOÇÃO

Quando recebeu das mãos da esposa Neide, e das filhas Marcela, Renata e Natália, além do presidente da Casa e do proponente, emocionado Nilo ergueu o diploma ao alto – como se fosse uma taça. No agradecimento, o deputado Marcelo Nilo disse que subir à tribuna do plenário Major Cosme de Farias, “o doce advogado dos pobres” para ser homenageado era a concretização de um sonho que não havia ousado sonhar. Entremeando lembranças da vida do estudante que morou em pensionato no Tororó até a formatura em engenharia civil, “na escola Politécnica fundada por Arlindo Fragoso”, ele foi desfiando os sonhos que realizou desde a sua chegada a Salvador em 1973 até a conquista inédita da presidência da Assembleia Legislativa por quatro vezes consecutivas.
Para Marcelo Nilo ter a sua história pessoal fundida com tantos soteropolitanos ilustres e tantos outros aqui acolhidos graças à generosidade do amigo Arnando Lessa, e dos demais representantes do povo de Salvador, foi a realização de um outro sonho. Lembrou que Salvador é a terra de Caymmi, Riachão, de Irmã Dulce, de Mãe Menininha do Gantois, de Octávio Mangabeira e tantos outros, como os filhos adotivos “Jacques Wagner, Otto Alencar, Juracy Magalhães e seu filho, Jutahy, Luís Viana Filho – que nasceu em Paris, mas foi registrado aqui – ou ainda o lisboeta Vieira, o argentino-baiano Carybé, os santamarenses Teodoro Sampaio, Caetano Veloso e sua irmã, Maria Bethânia e os juazeirenses, Ivete Sangalo e João Gilberto, bem como dos filhos de Caetité, Nestor Duarte e Anísio Teixeira”.
O presidente da Assembleia falou da sua longa militância política na oposição, “16 anos contra um sistema poderoso”, e fez um libelo em defesa da liberdade de expressão, lembrando que só ascendeu na política porque estava engajado num projeto político em favor da democracia, do progresso e da justiça social ao lado de muitos dos presentes como: “os ex-governadores Waldir Pires e Roberto Santos, da senadora Lídice da Mata, e de companheiros que passaram pela Assembleia como os deputados Nelson Pelegrino e Colbert Martins. Além de personalidades como o amigo Joaci Góes, Arthur Maia, Jutahy Magalhães Júnior e tantos outros”. Mas também lembrou do espanto que sentiu aqui ao ver o mar pela primeira vez, além do desabrochar do amor pelo Esporte Clube Vitória num jogo ainda no Campo da Graça.
O deputado Marcelo Nilo emprestou tom político ao último segmento do seu discurso de 30 minutos. Frisou que o governador Jaques Wagner executa desde 2007 uma administração operosa “sob qualquer ângulo que se examine”, mas como não caberia ali a citação de obras e serviços prestados aos baianos falou do seu maior legado. O tratamento republicano e democrático emprestado a administração da Bahia, citando como exemplo a união de forças das três esferas de poder na questão da mobilidade urbana. Saudou a compreensão “madura do processo político” do prefeito ACM Neto que prioriza o atendimento das necessidades da população e encerrou colocando-se à disposição dos baianos para prestar novos serviços onde os ventos livres da política o conduzirem. Foi interrompido por aplausos seis vezes, lutando para conter as lágrimas em diversos momentos.



Compartilhar: