A morte de mais de 200 cachorros em Santa Cruz do Arari, município do Pará, revoltou ao deputado José de Arimatéia (PRB), que lamentou o incentivo ao morticínio através de moção que protocolou junto à Secretaria Geral da Mesa da Assembleia Legislativa. Avesso à violência contra os animais, o parlamentar ficou indignado com a veiculação desse “fato lamentável” através das redes de televisão do país e decidiu fixar a repulsa que sentiu através de um documento oficial do Legislativo da Bahia que chegará ao conhecimento do prefeito Marcelo Pamplona, corresponsável pela barbaridade.
Ele não acredita que a população da cidade e os paraenses apoiem uma iniciativa desse tipo, de pura selvageria e desumanidade, ainda que sob a justificativa de reduzir o número de animais nas ruas – e para não transmitir doenças à população ou sujar as ruas. Para o deputado José de Arimatéia, o prefeito extrapolou ao incentivar e patrocinar a morte de mais de 200 animais indefesos e precisa ser punido por isso.
O deputado do PRB oficiou à Divisão Especializada em Meio Ambiente da Polícia Civil do Pará em busca de informações e ficou satisfeito ao saber através da delegada responsável pelo caso, Vera Batista, que um inquérito já foi instaurado, sendo indiciadas duas pessoas – já estando prevista a oitiva do prefeito Marcelo Pamplona. Mas essas informações tranquilizadoras não foram suficientes para aplacar a indignação do parlamentar baiano que prometeu acompanhar o episódio até o final, “com veemência”, como fez questão de registrar na moção.
Ele é presidente da Comissão de Saúde e Saneamento da Assembleia Legislativa e garante que “não precisa sequer as providências básicas, simples,” que livram a população da possibilidade de contrair doenças através de um animal. Reportando-se ao prefeito como “cidadão e deputado estadual”, José de Arimatéia disse que espera a adoção de providências para dar um basta a matança e para que os animais remanescentes seja vacinados e cuidados corretamente.
O deputado também manifestou a sua inconformidade com outro rumoroso caso, “infelizmente acontecido em Milagres”, de um pequeno cão que sofreu fraturas graves devido à explosão de uma bomba junina em sua boca. O artefato foi jogado no cachorro e ele apanhou com a boca, numa cena “lamentável e dantesca”, com a sensibilidade e a atenção de todos para que outros bichos não sejam feridos durante as festas juninas. José de Arimatéia vai continuar dedicando a atenção de seu mandato ao combate aos maus-tratos com os animais. Encerrou a moção afirmando que “continuará a levantar a bandeira do respeito e da responsabilidade desses seres vivos, lamentavelmente vulneráveis aos humanos”.
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