A Comissão Especial da Verdade, instalada no mês de maio na Assembleia Legislativa com o intuito de investigar e revelar violações de direitos humanos praticados durante a ditadura militar na Bahia, reuniu-se na manhã de ontem para o Seminário de Planejamento dos trabalhos.
O deputado estadual Marcelino Galo (PT), presidente do colegiado, destacou a importância de um trabalho conjunto, como instrumento para buscar a verdade. “Há uma perspectiva de que o Executivo, que possui muito mais instrumentos e pode contar com peritos, assessoria jurídica e pesquisadores, instale uma comissão e que ela passe a funcionar em breve. Nosso objetivo é trabalharmos em conjunto para elucidar os casos e reescrever a história de pessoas que sofreram torturas e que ainda sentem isso na alma”, afirma o parlamentar petista.
Definições do calendário, sessões itinerantes e metodologia de trabalho, foram algumas das pautas debatidas na reunião, que apresentou um mapeamento de funcionamento até o mês de dezembro. A ideia é planejar é realizar 19 sessões ordinárias, convocando algumas pessoas que foram torturadas na época para serem ouvidas. A comissão pretende também realizar audiências públicas em algumas cidades estratégicas do interior da Bahia.
Ainda como pauta da atividade, a comissão discutiu a necessidade de dar celeridade no processo de firmar o protocolo de intenções com a Comissão Nacional da Verdade, para que o trabalho sirva de documentação oficial e para que todo registro possa ser inserido nos anais da história que se pretende constituir.
Participaram da reunião representantes da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese), do Grupo Tortura Nunca Mais, do Comitê Baiano da Verdade, Juventude do PT, além dos deputados Zé Raimundo (PT), Maria del Carmem (PT) e Álvaro Gomes (PC do B).
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