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AL realiza sessão para lembrar história de luta do Sindiquímica

Publicado em: 14/06/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

O evento, realizado na sexta-feira, foi proposto por Joseildo Ramos e Rosemberg Pinto
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Os 50 anos do Sindiquímica foram comemorados na Assembleia Legislativa com uma sessão especial que teve como tom dos discursos a importância deste sindicato para a redemocratização da Bahia e do Brasil, motivo que levou os deputados Joseildo Ramos e Rosemberg Pinto, ambos do PT, a propor a homenagem. O caráter vanguardista das ações do Sindiquímica na área de reivindicações trabalhistas e lutas sociais foi destacado pelos parlamentares, pelos homenageados e pelos trabalhadores.
Segundo apontou o dirigente Carlos Itaparica, grande marca do sindicato para a Bahia foi, “sem dúvida, a luta pela redemocratização e o enfrentamento da ditadura militar”. Tal opinião foi partilhada pelos deputados proponentes da sessão, por dirigentes da Central Única dos Trabalhadores e pela secretária de Estado, Moema Gramacho. Todos compartilham da análise de que a atuação do Sindiquímica mudou as relações de trabalho e o movimento sindical no Estado, incentivando o surgimento de novas agremiações de trabalhadores.

AVANÇOS

Além disso, impulsionou a retomada de outras entidades “das mãos dos pelegos”, como destacou a secretária de Desenvolvimento e Combate à Pobreza do Governo Moema Gramacho, militante do movimento sindical por longos 27 anos. A exemplo de Gramacho, o Sindiquímica forjou lideranças que se projetaram na vida política e hoje compõem o Governo da Bahia, estão no Legislativo e em prefeituras.
O aspecto vanguardista do Sindiquímica foi também destacado pelo deputado Rosemberg Pinto ao lembrar que foi ele o “primeiro sindicato a propor uma gestão desconectada da fórmula tradicional do presidencialismo e a implantar a gestão colegiada. Foi ele também o primeiro a pautar questões femininas, como a luta contra a utilização do benzeno pelas empresas, campanha liderada à época por Moema Gramacho”.
Coube ao Sindiquímica, ainda, segundo Rosemberg Pinto, liderar “uma proposta de ponta no movimento sindical nacional ao lançar projeto de um sindicato desatrelado do Estado”. Por estas e outras tantas lutas, o sindicato baiano “ajudou a eleger um presidente da República, quando todos achavam que não seríamos capazes sequer de formalizar um partido”, disse Moema Gramacho.  Não só contribuiu para a eleição de Lula como forneceu à política o atual governador da Bahia, Jaques Wagner, saído dos quadros de militância do Sindiquímica, lembraram as lideranças e autoridades presentes à sessão.
Para o deputado Joseildo Ramos, o maior marco do sindicato foi ter “trabalhado inflexivelmente a pedagogia cidadã e não apenas a corporativista”, e ter “se transformado em uma escola política para a classe trabalhadora”. O Sindiquímica formou quadros políticos importantes para a Bahia e para o país, disse o parlamentar, para quem “ toda vez que pudermos homenagear aqueles que contribuiram para a mudança política do Brasil, nós o faremos.

EXEMPLO

A atuação do sindicato, lembrou o secretário Nacional da Juventude da CUT, Alfredo Santos Jr., passa por sua “consolidação como espaço de organização da luta social”, mas marca também os avanços nas conquistas trabalhistas. Ele recorre à greve ocorrida no Polo Petroquímico de Camaçari, em 1985, e ao fato de ter “nascido na Bahia a primeira instância da Central Única dos Trabalhadores” como avanços que ajudaram decisivamente a mudar as relações entre patrão e empregado “na Bahia e no Brasil”. O Sindiquímica avançou “para além da atuação classista” e influenciou movimentos sociais das mais variadas áreas, como “o movimento estudantil e o dos sem-teto”, mudando a história da Bahia.
Ainda hoje o sindicato “se mantém atuante, inclusive no enfrentamento ao patronato e se posicionando e promovendo questionamentos de ordem política quando se trata de assuntos que não condizem com a democracia”, garantiu Carlos Itaparica. “Levamos à sociedade a linha de defesa do trabalhador e do cidadão”, concluiu o dirigente sindical.
A sessão especial da Assembleia Legislativa integrou as comemorações do meio século de fundação do Sindiquimica e dela participaram políticos, secretários, dirigentes e ex-dirigentes sindicais, anistiados e militantes. Compuseram a mesa, o secretário da Fazenda, Luis Pititinga; a Secretária de Desenvolvimento e Combate à Pobreza, Moema Gramacho e o Presidente da Companhia de Transportes de Salvador, Carlos Martins, ex-dirigentes e homenageados durante a sessão;o Secretário Nacional da Juventude da CUT, Afredo Santos Jr.; os diretores do Sindiquímica Sinval Lordelo e Deisiree Carvalho Feitosa, e os deputados Joseildo Ramos e Rosemberg Pinto.
A história do Sindiquímica começa em 1963, com a criação da Associação dos Trabalhadores da Indúistria Petroquímica (Aspetro). Quinze anos mais tarde, em 1978, surge o Sindiquímica que, “desde então, enfrenta o patronato autoritário e divisionista”.



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