Uma audiência pública, logo após o recesso parlamentar, debaterá com agricultores e representantes da Anvisa, Ministério Público e outros órgãos federais, o problema do agrotóxico que está retido em Brasília, por determinação judicial e que está sendo aguardado ansiosamente pelos produtores de algodão a fim combater o lagarto que já causou prejuízos de mais um bilhão de reais a esta lavoura.
A proposta é do presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa, deputado Luiz Augusto (PP), e conta com apoio de todos os integrantes do colegiado, pois é grande a ameaça desta praga destruir também as lavouras de feijão, milho e soja na próxima safra. Trata-se do produto considerado como o único capaz de destruir esta praga – com aplicação em diversos países do mundo. Mas a Justiça determinou a apreensão do produto em Guanambi por conta do seu alto teor de toxidade.
Para o parlamentar, é preciso uma grande movimentação junto aos órgãos federais para conseguir a liberação do agrotóxico. Questões burocráticas também estão dificultando a sua liberação, acrescentou. A utilização é para outubro. O parlamentar ainda destaca que esta praga é perigosa também para a soja, o milho e feijão.
O deputado Herbert Barbosa (DEM), também representante da Região Oeste, lembrou uma tentativa dos agricultores juntamente com representantes da Anvisa e Ministério Público Federal para liberação do agrotóxico, concluída com um acordo para liberação do defensivo, mas a Justiça decretou a apreensão.
“Vamos realizar esta audiência com a presença dos órgãos federais envolvidos diretamente no assunto com a certeza de que este problema tem que ser decidido imediatamente, pois na próxima lavoura a praga vai se propagar em outras culturas como milho, soja e feijão. Não podemos esquecer que os prejuízos com essa praga, na cultura do algodão já supera soma de um bilhão de reais para seus produtores”, concluiu o deputado democrata, concordando que esta tem que ser a primeira audiência da Comissão de Agricultura para o segundo semestre.
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