A Assembleia Legislativa lança neste domingo, dia 7, às 9h, no Centro Comunitário Senhor do Bonfim, nº 238, no Largo do Bonfim, o livro “A Devoção do Senhor J. Do Bom-Fim e Sua História”, do autor, médico e catedrático José Eduardo Freire de Carvalho Filho, tesoureiro da Irmandade do Senhor do Bonfim por quase 50 anos. A reedição desse documento de elevado valor histórico preserva a grafia de época, como exigiu um trabalho que é fruto de profunda pesquisa e é fonte primária de trabalho para historiadores ou pesquisadores das raízes e história da capital da Bahia.
Para o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, a reedição do livro é um presente considerável para a história de Salvador e se insere no trabalho editorial executado pelo Legislativo para preservar a memória da nossa terra e da nossa gente, através da edição ou reedição de livros com elevado valor cultural e histórico. Ele lembrou que as providências necessárias à liberação do texto para a nova edição foram realizadas pelo ex-deputado Arthur Napoleão, integrante da Irmandade, que teve a sensibilidade de trabalhar para permitir não só aos especialistas em história, mas às novas gerações o acesso a esse material, frisou o deputado Marcelo Nilo.
HISTÓRIA
O volume foi lançado originalmente em 1923 e a família de Freire de Carvalho sempre integrou a Devoção do Senhor do Bonfim. Quando resolveu escrever o livro, o autor sabia a importância do trabalho. Achava que havia o risco do passado “cair no esquecimento” ou de ser “imerso na ignorância algo na história de tão salutar tradição”. “No correr da descrição dos fatos, tive por vezes que falar de mim e de meus antepassados, e isso porque de longo, desde os tempos primitivos da Devoção do Senhor do Bom-Fim, na Bahia, minha família vem tomando parte nela e prestando-lhe seus serviços”, disse o autor num trecho do livro, completando “não foi, pois, por imodéstia minha, mas pelas contingências da verdade e da história”.
O livro relata várias curiosidades, que remetem à Igreja da Idade Média, e uma delas está relacionada ao famoso Hino ao Senhor do Bonfim. Encomendado para comemorar o centenário do Dois de Julho, em 1923 - festa que culminou com uma das raras saídas da imagem do santo em procissão da Igreja do Bonfim à Igreja da Vitória –, a música agradou tanto que o arcebispo-primaz, dom Jeronymo Thome da Silva, concedeu cem dias de indulgência a quem o cantasse.
O livro “A Devoção do Senhor J. Do Bom-fim e sua História” possui 313 páginas, capa em policromia e fotografias históricas em preto e branco no corpo do volume. O projeto gráfico foi elaborado pela VB Art Editora e teve como revisor Plínio Américo Sekler Machado, que preservou a linguagem de época e até uma “corrigenda” que repara erros tipográficos que estavam na edição original. O volume foi impresso pela Empresa Gráfica da Bahia no final do ano passado, mas só terá o seu lançamento agora pela dificuldade de ajuste da agenda dos integrantes da Devoção e da Mesa da Assembleia Legislativa.
A apresentação é de Plínio Machado e o livro traz logo após a folha de rosto a estrutura da Devoção do Bom Senhor Jesus do Bomfim, com os nomes dos seus integrantes. A Devoção é composta pelo Corpo de Dignatários, Mesa Administrativa, Conselho Econômico e Fiscal, Conselho da Ordem do Mérito do Senhor do Bonfim, Comissão de Sindicância, Eméritos, Beneméritos, Estatutários, além do retor e capelão da Devoção, o cônego Edson Menezes da Silva. O ex-deputado Arthur Napoleão é juiz do Corpo de Dignatários.
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