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Livro sobre Devoção do Senhor J.Do Bom-Fim é lançado pela AL

Publicado em: 09/07/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Solenidade ocorreu na manhã do último domingo na Irmandade do Senhor do Bonfim
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Os integrantes da Irmandade do Senhor do Bonfim fizeram uma festa na manhã de domingo, quando foi lançado o livro “A Devoção do Senhor J. Do Bom-Fim e Sua História”, do autor, médico e catedrático José Eduardo Freire de Carvalho Filho, tesoureiro da instituição por quase 50 anos. A solenidade ocorreu no Centro Comunitário da entidade, localizado no nº 238, no Largo do Bonfim, logo após o encerramento da missa das 8h, sendo o Legislativo representado pelo professor Délio Pinheiro, assessor da presidência para assuntos de cultura.
A reedição desse precioso documento se deveu ao esforço juiz da Devoção do Senhor do Bonfim, Arthur Napoleão, que demonstrou para o presidente Marcelo Nilo a importância histórica e cultural da obra lançado em 1923 e que teve a ortografia  da época preservada na atual edição. Trabalho fruto de profunda pesquisa e fonte primária de trabalho para historiadores ou pesquisadores das raízes e história da capital da Bahia.

DISCURSOS

Dois sobrinhos-netos do autor, Antonio Carlos e Luís Geraldo Freire de Carvalho, compareceram à cerimônia, bem como o autor da apresentação do volume, Plínio Machado, que também atuou como revisor – preservando a escrita original. Toda a direção da Devoção do Senhor do Brasil e dezenas de membros da irmandade prestigiaram o lançamento que teve dois pronunciamentos. Nas duas falas o reconhecimento da ação de Arthur Napoleão, um ex-deputado estadual, em prol dessa reedição, e do trabalho cultural realizado pelo parlamento na área editorial.
Inicialmente, o professor Délio Pinheiro falou da importância da obra e do programa editorial implementado pelo presidente Marcelo Nilo que nos últimos seis anos publicou 104 livros, cerca de um e meio por mês, o que, ressaltou, “não é pouco”. Para Délio, além da satisfação de trazer a lume uma obra escrita há exatos 90 anos, agradou especialmente toda a equipe que trabalhou na edição o empenho e a solicitude dos integrantes da irmandade e o espírito de cooperação da equipe.
Citando Jorge Luis Borges e William Shakespeare, Délio observou que a leitura permite que o leitor seja contemporâneo ao autor no momento em que escreveu – portanto, todos aqueles que se debruçarem sobre “A Devoção do Senhor J. Do Bom-Fim e Sua História” retornarão a um passado em que a própria Colina Sagrada ainda era conhecida como Alto de Monte Serrat e ao tempo mais lento de uma Salvador pequena, provinciana, mas já inoculada na fé ao Senhor do Bonfim.
Em sua fala, Luís Geraldo Freire de Carvalho informou que integra a 6ª geração dos Freire de Carvalho integrantes da Devoção, e agradeceu a oportunidade de ver se transformar em realidade o sonho de possibilitar que a história da irmandade e o seu trabalho na propagação da devoção ao Jesus do Bonfim, que, agora, contagia a todos os baianos. Ele citou um dos principais filósofos católicos da idade média, Santo Agostinho, para quem o orgulho é a imagem enganadora da grandeza. Pediu aos presentes que de fato leiam o livro, “que não deve ficar esquecido em armários ou bibliotecas, pois só o conhecimento do amor dos integrantes da Devoção ao Senhor do Bonfim explicar como nunca aconteceu qualquer recuo na mesa administrativa da irmandade no objetivo de divulgar o culto e manter a sua devoção – fazer as festas e levar esse culto para todo o mundo.
Impossibilitado de comparecer por conta de imprevisto inadiável que o levou ao interior no mesmo domingo, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, disse que a reedição desse volume é um autêntico presente não apenas para os católicos ou fiéis, mas para a história de Salvador. Frisou que o trabalho editorial executado pelo Legislativo para preservar a memória da nossa terra e da nossa gente, através da edição ou reedição de livros com elevado valor cultural e histórico. Lembrou que as providências necessárias à nova edição foram realizadas pelo ex-deputado Arthur Napoleão, que teve a sensibilidade de permitir não só aos especialistas em história, mas a todos, o acesso a esse material.

O LIVRO

A família de Freire de Carvalho sempre integrou a Devoção do Senhor do Bonfim. Quando resolveu escrever o livro, José Eduardo Freire de Carvalho Filho sabia da sua  importância. Acreditava que havia o risco do passado ser olvidado ou de ser “imerso na ignorância algo na história de tão salutar tradição”. “No correr da descrição dos fatos, tive por vezes que falar de mim e de meus antepassados, e isso porque de longo, desde os tempos primitivos da Devoção do Senhor do Bom-Fim, na Bahia, minha família vem tomando parte nela e prestando-lhe seus serviços”, disse o autor.
O livro relata várias curiosidades que remetem à Igreja da Idade Média. “A Devoção do Senhor J. Do Bom-fim e sua História” possui 313 páginas, capa em policromia e fotografias históricas em preto e branco no corpo do volume. O projeto gráfico foi elaborado pela VB Art Editora e teve como revisor Plínio Américo Sekler Machado. A apresentação é de Plínio Machado e o livro traz a estrutura da Devoção do Bom Senhor Jesus do Bomfim, com os nomes dos seus integrantes. A Devoção é composta pelo Corpo de Dignatários, Mesa Administrativa, Conselho Econômico e Fiscal, Conselho da Ordem do Mérito do Senhor do Bonfim, Comissão de Sindicância, Eméritos, Beneméritos, Estatutários, além do reitor e capelão da Devoção, o cônego Edson Menezes da Silva.



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