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Zé Raimundo propõe a comenda Dois de Julho para Cid Teixeira

Publicado em: 15/07/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Petista destacou a importância do mestre para a educação e para a história da Bahia
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O deputado Zé Raimundo (PT) sugeriu à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa a comenda Dois de Julho a Cid José Teixeira Cavalcante. Um dos maiores vultos da intelectualidade baiana do século XX, bacharel em direito, historiador, jornalista e escritor, Cid Teixeira nasceu em Salvador, em 11 de novembro de 1924.
“De sólida e ampla formação cultural, de caráter enciclopédico, o professor Cid é um verdadeiro repertório de informações, um acervo vivo que dedicou a vida inteira à pesquisa, aos estudos e ao ensino de saberes variados no campo das ciências humanas, abarcando desde a genealogia até as áreas de urbanismo, arquitetura e as artes, sendo uma referência indispensável para a compreensão da formação histórica social e cultural da Bahia, registrou o deputado.
Estudou no antigo Ginásio da Bahia (1936-1943) e formou-se em Direito pela Universidade Federal da Bahia (1944-1948). Entretanto, jamais advogou. Desde cedo dedicou-se ao estudo de História, como funcionário do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. Lá iniciou-se em pesquisas, como copista de documentos. Já em 1944 começou a carreira de magistério secundário, sendo admitido, dois anos depois, enquanto ainda estudava Direito, como auxiliar de ensino da Escola de Belas Artes da UFBA, na cadeira de História da Arte.
Em 1949 Cid fez concurso para a rede estadual de ensino secundário e, logo em seguida, para livre docente na Universidade Federal da Bahia. Desde então, passou a se dedicar  ao magistério de História na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA e na UCSAL. Foi também diretor da Fundação Gregório de Mattos e implantou o Serviço de Rádio Educação do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia.

 ACADEMIA

Atuou como jornalista em vários periódicos de Salvador, chegou a ser editor-chefe da Tribuna da Bahia e tem centenas de artigos publicados em jornais e revistas, além de vários livros editados. Desde março de 1993, ocupa a cadeira de número 19 da Academia de Letras da Bahia.
A frase escrita no epitáfio de Afrânio Peixoto é usada por Cid Teixeira para se autodefinir: “Ensinou, escreveu, nada mais lhe aconteceu”. “Considerando os inestimáveis serviços prestados à cultura e à história da Bahia, vimos propor a outorga da Comenda Dois de Julho para este grande baiano que é o Professor Cid Teixeira”, declarou o parlamentar.



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