A deputada Neusa Cadore (PT) solicitou à Mesa Diretora da Assembleia que seja aprovado um projeto de resolução para concessão do título de cidadã baiana a Eliana Bellini Rollemberg, há 12 anos diretora-executiva da Coordenadoria Ecumênica de Serviços (Cese). De família com origem italiana, Eliana nasceu no ano de 1944, na cidade de Jundiaí-SP. Aos 17 anos, mudou-se para a capital paulista, onde, em 1966, se diplomou em Ciências Sociais na Pontifícia Universidade Católica.
Logo após esse período, partiu para Sergipe, contratada pelo Centro Regional de Pesquisas Educacionais (CRPE), órgão ligado à Universidade de São Paulo. No estado, assessorou a Secretaria de Educação e Cultura, em seu processo de reformulação, implantando o setor de Planejamento.
PROGRESSISTA
De ideias “progressistas”, fruto da sua formação e do contato com leituras e teóricos marxistas, Eliana logo começou a chamar a atenção por sua atuação inovadora, numa época marcada pela perseguição e pela censura do regime militar. No dia 28 de fevereiro de 1970 Eliana foi presa, juntamente com o amigo e coordenador do projeto, Anivaldo Padilha, quando saíam para buscar um material recolhido junto aos jovens e que estaria guardado na casa de parentes.
Os policiais prenderam os dois e os levaram à Oban (Operação Bandeirantes). Eliana foi torturada durante 20 dias, ficando retida clandestinamente, dado que a Oban não era legalizada. Neste período, seu bebê estava com seis meses de idade.
A indicação do nome de Eliana Bellini Rollemberg configura uma justa homenagem da Assembleia Legislativa da Bahia, com o reconhecimento de sua luta, ativista dos direitos humanos, que tem dado significativa contribuição para a emancipação das populações mais vulneráveis e para o desenvolvimento do Estado.
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