A deputada Fátima Nunes (PT) encaminhou à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa uma moção de aplausos e congratulações ao município de Uauá pela celebração dos 87 anos de emancipação política no ultimo dia 9 de julho. Fundada em 1926, a cidade de Uauá é conhecida nacionalmente como a “Capital do bode”. Situada a 438 km da capital, foi povoado de Monte Santo, tendo como primeiro morador Davi Ferreira.
A cidade passou por vários momentos históricos com a passagem de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, que ficou hospedado na casa de Roque Ferreira (filho de Davi Ferreira). Uauá também foi palco da primeira batalha da Guerra de Canudos. No século XVIII, as terras onde se encontra atualmente o município de Uauá pertenciam à casa da Tôrre, do bandeirante e colonizador do sertão Garcia d´Ávila, de onde saíram "bandeiras" para desbravar as matas da Bahia, fazendo nascer comunidades precursoras. Por essa época, o português Guilherme Costa deixou o lugar denominado São João Batista de Jeremoabo à procura de melhores glebas onde pudesse desenvolver sua criação de gado, instalando-se às margens do Vaza Barris. Iniciou aí a organização de uma fazenda a que deu o nome de Uauá, que significava pirilampo na língua tupi-guarani, sistematizada pelos padres jesuítas e falada até o século XIX por tribos que habitavam o litoral, em virtude da grande quantidade de pirilampos existentes no local, sendo a fazenda vendida a Pedro Rabelo de Alcântara, que a transferiu a Francisco Ribeiro. Este, por sua vez, transformou-a numa florescente povoação, mandando construir casas para alojar o grande número de colonos que para ali acorriam, atraídos pelas inúmeras vantagens que o lugar oferecia, principalmente para o criatório. Francisco Ribeiro era casado com D. Joana Rodrigues, de cujo consórcio nasceram 3 filhos, tendo um deles, Belamino José Ribeiro, se diplomado professor público primário, ocupando a cadeira de ensino existente no povoado, que começava a evoluir.
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