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Audiência pública discute fim do voto secreto na Assembleia

Publicado em: 08/08/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Deputada Luíza Maia acredita que há condições para que PEC seja votada rapidamente
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A Proposta de Emenda Constitucional nº 126/2012, que propõe o fim do voto secreto na Assembleia Legislativa, foi pauta de audiência pública na manhã de ontem, no auditório Jutahy Magalhães. De acordo com a autora da PEC, deputada Luiza Maia (PT), o objetivo é mobilizar a sociedade, uma vez que a pressão popular contribui para que os projetos de interesse social sejam votados mais rapidamente. "Entendo que há uma distorção muito grande você ser representante de determinado segmento da sociedade como um todo, e tomar suas posições votando escondido de quem lhe elegeu", considerou Luiza Maia.
A parlamentar explicou que a proposta já havia sido apresentada em fevereiro de 2011, mas apenas oito parlamentares votaram a favor da aprovação. Desta vez, entusiasmada com as recentes mobilizações populares que ocorreram em todo o país, o que chamou de "pressão das ruas", a petista disse que está otimista com a possibilidade de apreciação da PEC nº 126/2012. "A expectativa é grande, o momento é outro."
A conjuntura no Brasil mudou, as ruas estão falando e nós sabemos que o político tem a sensibilidade de atender o clamor da sociedade. Já ouvimos uma fala do presidente Marcelo Nilo em favor da aprovação, e o próprio líder do governo, deputado Zé Neto, também colocou sua posição favorável. Estou confiante", afirmou Luiza Maia.

CÂMARA

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Paulo Câmara (PSDB), defendeu o voto aberto de vereadores, deputados e senadores, e destacou que um projeto semelhante de sua autoria foi aprovado por unanimidade na CMS no último dia 10 de julho. "As pessoas hoje exigem cada vez mais transparência de nossos atos. Não adianta uma Casa Legislativa como essa ter tv, mídias sociais e eletrônicas, se na hora do voto o parlamentar vai e se esconde atrás da urna. Isso vai na contramão do bom senso", disse Paulo Câmara.
A presidente da Comissão da Mulher da Assembleia, deputada Neusa Cadore (PT), também apoiou a iniciativa do voto aberto na Casa. "Creio na política como ferramenta de transformação social, que não é só calçar uma rua, dar casa e energia. Nós precisamos, de fato, dar o direito de participação para que a sociedade tenha voz na política, sejam mulheres, negros, índios, a juventude, o povo da periferia, e da zona rural."
Também participaram da audiência em defesa do voto aberto, o ex-prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT); o vereador de Salvador, Suíca (PT), e o presidente da Câmara Municipal de Pojuca, Edmar Farias (PDT).



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