A deputada Fátima Nunes (PT) apresentou uma moção de aplausos e congratulações ao município de Pedro Alexandre pela celebração dos 51 anos de emancipação política ocorrida no dia 28 de julho. O município de Pedro Alexandre está localizado no nordeste baiano a 355 km da capital. Sua população está estimada em aproximadamente 17 mil habitantes. Pedro Alexandre foi desmembrada do município de Jeremoabo, pela lei nº 1.763, de 28 de julho de 1962. Originou-se com o nome de Lagoa da Caiçara (feita por seus moradores para prender os animais e dar água e comida) até a década de 1947, em seguida passou a ser chamada de Serra Negra por volta de 1950, quando teve o nome novamente mudado para Voturuna, nome esse dado pelo IBGE, mas que o povo não aceitou talvez até pelo pouco conhecimento que os mesmos tinham sobre o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. No ano de 1962 alcançou a sua emancipação política, tomando o nome de Pedro Alexandre, aceito por todos da época e pelos habitantes atuais.
A denominação do nome da cidade de Pedro Alexandre foi uma homenagem a um importante homem na história do município. Pedro Alexandre, natural de Piranhas, Alagoas, chegou à cidade e promoveu um rápido desenvolvimento, através da cultura algodoeira. “Pedro Alexandre está em processo de crescimento. Seu povo de origem simples é bastante acolhedor e possui uma grande energia para continuar na luta pelo desenvolvimento e progresso da cidade. Diante do exposto, o mandato não poderia deixar de explicitar toda a gratidão e felicidade neste momento em que se comemora mais um ano de sua existência”, declarou a petista.
CORONEL JOÃO SÁ
Os 51 anos de emancipação política de Coronel João Sá foram lembrados, também em moção de congratulações, pela deputada Fátima Nunes, para quem o município “é considerado berço de um povo corajoso, perseverante, firme, que não vacila diante das adversidades e nem diante das dificuldades ocasionados pelas secas”. A economia da cidade, hoje, “é formada por comércio, que nos últimos anos cresceu consideravelmente com a chegada de pequenas empresas; na agricultura, há uma enorme comercialização dos produtos colhidos para os grandes centros comerciais; a pecuária abrange criação de bovinos, ovinos, caprinos, suínos, equinos e é realizada por pequenos, médios e grandes criadores; no extrativismo mineral destaca-se a exploração da pedra como uma das economias mais importantes do município, pois gera emprego e exporta a produção para outras cidades da Bahia e Sergipe”. Coronel João Sá, continua Nunes, “possui uma pequena indústria de telhas, tijolos, blocos e lajes pré-moldadas que, além de atender à demanda local, são exportados para outros municípios. Em relação ao artesanato, as bordadeiras e crochezeiras mostram suas habilidades através da beleza e qualidade dos produtos”. Quanto à cultura, “as festividades locais que mais se destacam são as festas de Emancipação Política, a de Santa Luzia, de Santo Antônio e de São João. A história de Coronel João Sá teve início com os índios, possivelmente os Cariris, primeiros ocupantes do território. Tropeiros que por aqui passavam descansavam à sombra de suas árvores e saciavam a sede em um poço, o que originou o nome Bebedouro, no início apenas um arraial. Em 1927, a sede foi criada como Distrito de Jeremoabo, oficializando o nome de Bebedouro. Em 1943, o nome foi alterado para Iguaba (fonte de beber na língua dos Cariris). O desejo de liberdade e autonomia já dominava os habitantes da Vila Iguaba, mas esbarrava na resistência do Coronel, que não pretendia abrir mão do seu feudo político. Em 1958, com a morte de João Sá, ganharam força os ideais de emancipação. Em 28 de julho de 1962, através da Lei Estadual nº 1762, o município alcança a sua autonomia e passa a se chamar Coronel João Sá, em homenagem ao senhor feudal, finalizou Fátima.
REDES SOCIAIS