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Colegiado mediará conflitos no sul da Bahia

Publicado em: 05/09/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública deverá visitar em breve a área conflagrada
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Com as atenções voltadas para o conflito entre índios e agricultores no Sul do Estado, a Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública, presidida por Temóteo Brito (PSD), realizou mais uma sessão ordinária na manhã de ontem na Assembleia Legislativa.
O deputado Rosemberg Pinto (PT), apesar de não ser mais um dos membros titulares do colegiado, fez questão de comparecer à reunião para solicitar brevidade em relação à visita itinerante a Itabuna e afirmou que esse problema deverá ser resolvido em parâmetro federal. "As manifestações que ocorreram são de responsabilidade da Polícia Rodoviária Federal. O governador assumiu o compromisso de colocar a Polícia Militar disponível, sob a coordenação da polícia federal, mesmo não sendo de responsabilidade do Estado. Sugiro que deveremos fazer uma reunião na Câmara de Itabuna para mediar esta situação", sugeriu Rosemberg, que teve seu pedido aprovado pelos pares.
O presidente da comissão, deputado Temóteo Brito (PSD), lamentou a noticia de que na madrugada de terça-feira o produtor rural Adailton Carmo, de 55 anos, levou um tiro na coluna ao tentar defender sua casa em um conflito com indígenas. "O que está acontecendo é uma baderna e um desrespeito. Se as terras não foram demarcadas, não podem ser invadidas. O governo federal tem que tomar uma providência", afirmou.
A deputada Ângela Sousa (PSD), apesar de também não fazer parte do colegiado, esteve presente na sessão, apresentando um requerimento solicitando uma audiência pública para debater o conflito. "Não faço parte desta comissão, mas tenho brigado desde 2007 com essa questão. A revolta em Buerarema não é pequena, os produtores chegam a dizer que vão pro inferno, mas não perderão suas terras de jeito nenhum. Peço uma audiência com o ministro da Justiça, além da suspensão da demarcação. Concordo com os direitos dos índios, mas tem que ter também os direitos humanos dos trabalhadores rurais", disse a parlamentar.
Na visão do deputado Yulo Oiticica (PT), uma audiência pública não deverá acontecer, devido à resistência dos índios em se deslocar de Buerarema. "Não nos cabe nenhum tipo de julgamento. A tarefa aqui da comissão é mediar o conflito, constituir a paz e compactuar convivências. Uma audiência pública não terá como acontecer, temos que ouvir as duas partes. A ida ao local tem que ser imediata. Se necessário, deveremos ir a Serra do Padeiro ouvir as lideranças dos índios, já que ambos os lados estão radicalizados", declarou.



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