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Comissão vai se empenhar para resolver problemas da agricultura

Publicado em: 05/09/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

O presidente Luiz Augusto recebeu ofício com denúncia sobre o trabalho de inspeção
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A exportação no Vale do São Francisco, a praga do algodão e a distribuição do milho foram as questões principais discutidas pelos parlamentares na primeira reunião do mês de setembro da Comissão de Agricultura e Política Rural ocorrida na manhã de ontem. O empenho do colegiado para buscar soluções para os diferentes assuntos em pauta marcou o tom da reunião, que findou com algumas sugestões de encaminhamentos.
O presidente da comissão, deputado Luiz Augusto (PP), recebeu o ofício apresentado pelo colega Adolfo Viana (PSDB), que traz uma denúncia, feita pela empresa Valexport, sobre a falta de fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para acompanhar o processo de inspeção das mangas durante o período de exportação, que vai do dia 27 de julho até final de novembro. A empresa salienta que os exportadores de mangas do Vale do São Francisco já estão sofrendo as consequências da ausência dos fiscais que afirmam não irem até as casas de embalagens pela falta de diárias para a locomoção.
A manga exportada para os Estados Unidos tem que ser acompanhada, durante toda a temporada, por um fiscal do Ministério da Agricultura e um fiscal do United States Department of Agriculture (USDA). Preocupado que este impasse traga prejuízos econômicos e sociais à exportação na região, o deputado Adolfo sugeriu o auxílio do colegiado para unir forças com os demais órgãos do Estado e solicitar prioridade ao Mapa na solução da questão. "Precisamos garantir mais um ano de boa exportação para o Vale do São Francisco", disse o parlamentar, ressaltando que a região gera em média 240 mil empregos diretos, sendo responsável por 96% das mangas e 99% das uvas exportadas pelo Brasil.

PRAGA

Outra situação que vem preocupando os deputados é a praga Helicoverpa Armígera, que está causando danos à cultura do algodão e também pode atacar diferentes culturas de importância econômica, como milho, tomate, leguminosas, entre outras. Para discutir a situação crítica da lavoura do algodão no Estado em virtude da incidência da praga, o deputado Herbert Barbosa (DEM) propôs a realização de uma audiência pública, o que foi aceito pelos seus pares.
Segundo o deputado Carlos Brasileiro (PT), o Governo do Estado adquiriu 20 mil toneladas de milho para ajudar a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no suprimento de alguns depósitos aos quais a companhia não estava conseguindo atender. "O Estado vai abraçar esta demanda, abrindo novos postos de abastecimento e nos postos já existentes, através do Comitê de Convivência com o Semiárido e com a Seca, vai suprir essa ausência de alimentos", afirmou o deputado, ressaltando a importância de "Estado e União trabalharem de mãos dadas" para evitar que faltem alimentos para os animais.
A distribuição de milho é uma iniciativa do governo federal, também empreendida pelo governo estadual para alimentar o rebanho de animais que sofreram com a pior estiagem dos últimos 50 anos na região Nordeste. "A cada incidência da seca, cuida-se das medidas emergenciais. Quando estamos fora do período crítico, precisamos pensar em medidas de convivência", frisou o deputado Herbert, que sugeriu como uma das medidas a fabricação por empresas baianas de uma ração balanceada para atender ao rebanho, a um custo menor que o do milho.



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