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Colegiado defende o direito das lésbicas à saúde integral

Publicado em: 05/09/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Bira Corôa entende que é fundamental lutar contra todas as formas de discriminação
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"Saúde Integral de Lésbicas e das Mulheres Bissexuais da Bahia" foi o tema debatido ontem em audiência pública promovida pela Comissão da Promoção da Igualdade, presidida pelo deputado Bira Corôa (PT). O assunto em pauta estava incluído no calendário anual de atividades do colegiado, pois a discriminação e o constrangimento sofridos pelas lésbicas requer ações públicas de urgência das instituições de saúde do Estado.
Bira Corôa iniciou a audiência destacando que o movimento aparece num momento ímpar para o Poder Legislativo e merece ser debatido minuciosamente com todos os segmentos envolvidos, inclusive para ganhar maior visibilidade, pois estas pessoas se sentem bastante discriminadas. Na sua opinião, debater a orientação sexual é um direito individual de cidadania e não pode ser tratado por uma ação do Estado de maneira excludente.
Franqueada a palavra aos componentes da Mesa pelo presidente Bira Corôa, Virgínia Nunes, dirigente da Liga Brasileira de Lésbicas, iniciou seu pronunciamento reivindicando das autoridades um plano de saúde para as lésbicas e bissexuais. Virgínia considera de vital importância que a Bahia, através da Secretaria da Saúde do Estado, implante um plano de saúde de âmbito nacional para os integrantes do grupo LGBT. Aqui na Bahia, só um hospital faz cirurgia de troca de sexo, que é o Hospital das Clínicas.
"A relação entre mulheres também transmite doenças sexualmente transmissíveis – DST. Quando se chega ao médico, existe logicamente o constrangimento pelo tratamento. Nós, lésbicas, estamos marginalizadas e excluídas politicamente. Estamos morrendo de câncer de mama, câncer no colo do útero, Aids, hepatite. Nós precisamos de compreensão médica no tratamento de qualquer doença. Um atendimento adequado para as lésbicas, até porque existem virgens", desabafou Virgínia Nunes.
Lívia Ferreira, da instituição Coletivo Lesbibahia, por sua vez, afirmou que não adianta as mulheres lésbicas estarem integradas nas comunidades, mas não terem políticas públicas adequadas. "É necessário um tratamento com respeito para as lésbicas e bissexuais por parte do governo. Qual o preservativo que nos contempla? Quais são as políticas de saúde que estão dedicadas a nós propostas pela Sesab? As doenças estão aí e algumas mulheres lésbicas não se cuidam. Precisamos estar juntas para discutirmos tudo isso e muito mais", declarou.
Durante a reunião, foram distribuídos panfletos sobre saúde e violência contra a mulher e principalmente uma carta aberta elaborada durante o Encontro de Lésbicas e Mulheres Bissexuais da Bahia, realizado no mês passado e assinado por 30 instituições.
A deputada Kelly Magalhães (PC do B) fez questão de elogiar a audiência e o trabalho desenvolvido pelo deputado Bira Corôa à frente da comissão na luta pela discussão de todos os problemas da sociedade, no âmbito do colegiado que preside, sem receio e medo de assumir qualquer tipo de luta com temas importantíssimos.
O deputado Bira Corôa concluiu mais uma audiência pública, destacando sua grande satisfação pela realização da mesma, sempre mostrando muita força na luta para conseguir uma sociedade igualitária e justa.



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