A revitalização do Centro Histórico de Salvador foi objeto de discussão na reunião ordinária da Comissão Especial de Desenvolvimento Urbano da Assembleia Legislativa, ocorrida na manhã de ontem. A presidente do colegiado, deputada Maria del Carmen (PT), também aproveitou o momento para convidar seus pares para as audiências públicas que ocorrerão neste mês, promovidas pela comissão. A primeira acontecerá amanhã, às 17h, no auditório da Faculdade de Economia da Ufba, e tratará da situação atual do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) e Lei de Ordenamento, Uso e Ocupação do Solo (Louos).
Para a petista, foi adotado, historicamente, um modelo equivocado de revitalização do espaço histórico da capital baiana. A parlamentar compara o centro de Salvador com o de Lisboa e, devido à semelhança que enxerga entre as duas cidades, afirma que a solução adotada pela terra portuguesa poderia ser seguida em solo baiano. Seria a ocupação do espaço por "vida", ou seja, inserir o centro histórico e todo o seu em torno no cotidiano da cidade, estimulando o seu uso pelos baianos e turistas. Dentro da ótica atual que vem se construindo é a realização de um centro expandido e não um centro tombado. "Precisamos avançar neste processo. E para haver avanço real é necessária uma articulação entre a prefeitura de Salvador e o Governo do Estado", frisou a deputada.
No entendimento do deputado Adolfo Viana (PSDB), é prioritária a melhoria da segurança na localidade, a fim de garantir tranquilidade aos frequentadores. "Lógico que a prioridade é cuidar do baiano, dos moradores da região. Mas, paralelamente, precisamos dar segurança aos turistas que vêm nos visitar e movimentar a economia", afirmou. O deputado Sidelvan Nóbrega (PRB) concordou com o colega, salientando que a falta de segurança tem afastado os turistas de Salvador.
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