A Assembleia Legislativa entrou pela noite de ontem apreciando uma extensa lista de projetos, na segunda semana seguida de obstrução da pauta por parte da oposição. Até as 21h de ontem, apenas havia sido votado o parecer da deputada Kelly Magalhães (PC do B) ao Projeto de Lei 20.424, proferido na madrugada da quarta-feira passada. A proposição, aprovada por unanimidade no âmbito das comissões, estabelece 1/3 da carga horária do magistério da 5ª à 8ª séries e do ensino médio da rede estadual de ensino para que os professores possam desenvolver atividades complementares, além de outras medidas.
A previsão era de que a matéria fosse apreciada pelo plenário depois das 22h30. O líder do governo, Zé Neto (PT), disse que pretendia colocar em votação o projeto de decreto legislativo aprovado pela Comissão de Finanças e Orçamento propondo a aprovação das contas do Poder Executivo, relativas ao exercício de 2008. Ainda na pauta constavam as contas do governo de 2009, do TCE, de 2006, 2007, 2008 e 2010; e do TCM, de 2006, 2007 e 2008.
Preparado para enfrentar uma obstrução semelhante à da semana passada, quando os trabalhos se estenderam até as 4h30 para a aprovação de três proposições, Zé Neto apresentou requerimento de prorrogação da sessão para mil minutos, ou 16 horas e 40 minutos, ou seja, os parlamentares poderiam continuar ininterruptamente a apreciação das matérias até perto do meio-dia de hoje.
De olho na votação das contas do governo, a oposição utilizou todos os prazos regimentais possíveis e foi estrita na praxe da Casa de pedir verificações de quorum. A cada 20 minutos de pronunciamento, uma interrupção para observar o número de presentes. Mesmo afirmando a intenção de votar a favor dos projetos 20.424 e 20.425, a minoria concentrou os ataques às contas do governo. Ao discutir o PL 20.424 e votar a favor, Elmar Nascimento (PR) não perdeu a oportunidade de acusar o governo de não informar de onde sairão os recursos para o aumento de despesa de R$ 28,6 milhões este ano e de R$ 38,9 milhões em 2014.
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