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AL Itinerante mobiliza Camaçari

Publicado em: 13/09/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

O amplo e confortável Teatro Casa do Saber, em Camaçari, ficou completamente lotado na tarde de ontem, durante a nona edição do Programa Assembleia Itinerante
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Todos os 800 lugares do Teatro Casa do Saber, em Camaçari, foram ocupados durante a nona edição do Programa Assembleia Itinerante. Os trabalhos da sessão ordinária começaram pontualmente às 14h30. Logo após a execução do Hino Nacional Brasileiro, foi acatada uma questão de ordem formulada pelo deputado Bira Corôa (PT), que solicitou a observância de um minuto de silêncio em reverência à memória da professora Maria da Paixão Souza Lira, que acabara de falecer. Em seguida, apresentou uma moção de pesar aprovada imediatamente pelos integrantes da Mesa Diretora.
Trinta e três deputados estaduais participaram da discussão dos problemas de Camaçari e região, ponto central da sessão plenária. Os primeiros a discursar foram os representantes da localidade, deputados Bira Corôa e Luiza Maia (PT), que relacionaram os avanços vividos pelo município nas exitosas administrações dos prefeitos Luiz Caetano e Ademar Delgado, bem como no incremento do emprego e renda decorrente da política de atração de empreendimentos para a cidade ocorrida na gestão do governador Jaques Wagner. A deputada Luiza Maia aproveitou para comemorar a extinção da banda New Hit, que teve integrantes envolvidos em rumoroso caso de estupro.

AUSÊNCIA

Os integrantes do bloco da minoria não compareceram aos trabalhos. Através de nota pública, eles protestaram contra suposto descumprimento do Regimento Interno na sessão iniciada na última terça-feira, que durou 15 horas, e anunciando um boicote às próximas sessões do programa Assembleia Itinerante, idealizado pelo presidente da Casa, deputado Marcelo Nilo. Esta posição foi criticada por quase todos os oradores, que consideram a decisão como um desrespeito às populações das cidades visitadas e impediu a alternância na tribuna entre parlamentares oriundos dos blocos governista e oposicionista.
No seu discurso, o presidente Marcelo Nilo reafirmou o compromisso do Legislativo Estadual de abrir as portas para a participação da população, atuando como "caixa de ressonância da sociedade baiana, intermediando conflitos, coletando sugestões ou reivindicações e recebendo os movimentos sociais". O programa Assembleia Itinerante se insere nesse projeto, permitindo a interiorização do parlamento, que promove uma discussão aberta dos problemas regionais, além de permitir que a população conheça de perto o funcionamento da Assembleia Legislativa.
Todos os deputados estaduais louvaram os avanços ocorridos em Camaçari e afirmaram "ser um dever" dos deputados estaduais e do Poder Legislativo estabelecer canais de diálogo com a sociedade. Consideram que essa programação descentralizadora funciona como instrumento valioso nesse sentido. Em Camaçari, contudo, não houve a votação de projetos de lei que dependiam do estabelecimento de um acordo entre os líderes da maioria, Zé Neto (PT), e da minoria, Elmar Nascimento (PR) – que não compareceu –, para a dispensa de prazos e outras formalidades regimentais. Tanto a sessão ordinária quanto a especial são regidas pelas mesmas regras presentes no cotidiano do Legislativo, sendo necessária também a presença de 32 deputados (quo­rum mínimo de deliberação) para votação.
O líder Zé Neto criticou severamente a ausência dos oposicionistas, lamentando a obstrução que realizam e a falta de apoio a projetos como os que beneficiam o professorado. Houve espaço para reminiscências, como a registrada na fala do deputado Rosemberg Pinto (PT), que lembrou o esforço no início da década de 1980 para fundar junto com o governador Jaques Wagner e outros companheiros o Sindquímica – frisando os avanços democráticos ocorridos desde então e o trabalho das administrações de seu partido em prol do progresso com justiça social.
Outro parlamentar que recuou no tempo em seu discurso foi Reinaldo Braga (PR), o decano da Assembleia Legislativa, que ao falar do ex-prefeito Luiz Caetano lembrou a coincidência dele ser filho de Central, município vizinho da sua Xique-Xique e da boa formação que ele recebeu dos pais. A ausência dos parlamentares oposicionistas retirou o caráter do contraditório sempre presente em sessões do Legislativo, mas houve espaço para manifestações da comunidade como os grupos organizados que defendem emancipações municipais – especialmente o grupo que pleiteia a elevação à condição de município do distrito de Abrantes, apoiados por vários parlamentares, inclusive o presidente da Comissão de Divisão Territorial, o pedetista João Bonfim.



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