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Secretário apresenta na AL a política cultural da Bahia

Publicado em: 18/09/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Albino Rubim participou de debate na Comissão de Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia e Serviços Públicos, presidida por Álvaro Gomes
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"Cultura não é só patrimônio e arte, mas também modo de vida, ideário, valores." A frase do secretário de Cultura do Estado, Albino Rubim, dita na manhã de ontem na Assembleia Legislativa, resume o objetivo da nova política para o setor na Bahia. Rubim esteve na Assembleia para participar de uma sessão da Comissão de Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia e Serviços Públicos, que tem como presidente o deputado Álvaro Gomes (PC do B).
Aos parlamentares, Rubim fez um balanço de sua gestão e apresentou um cronograma de trabalho, que vai até 2014. Citou, por exemplo, como uma das medidas mais importantes da pasta que comanda a interiorização da cultura, através das caravanas culturais, da Funceb (Fundo Cultural do Estado da Bahia) Itinerante, além das conferências territoriais e municipais e da recuperação de equipamentos como bibliotecas, museus e centros culturais.
"Hoje, nós temos centros de cultura nas maiores cidades da Bahia, como Feira de Santana, Alagoinhas, Juazeiro, Vitória da Conquista, Guanambi", afirmou Rubim, durante a apresentação da política cultural. De acordo com ele, muitos desses centros, que estavam abandonados, foram recuperados recentemente pelo Estado.
Em Salvador, o governo, de acordo com Albino Rubim, também vem promovendo a recuperação de espaços importantes. Entre eles, esta a reforma do Museu de Arte Moderna, localizado no secular Solar da Unhão, na Avenida Contorno. O secretário citou também o projeto de reforma do Teatro Castro Alves (TCA), no Campo Grande, que demandará investimentos de cerca de R$ 80 milhões.
Ele aproveitou ainda o encontro com os deputados para pedir o apoio para a aprovação de três projetos de lei que serão encaminhados à Assembleia Legislativa até o final deste ano. Um deles, conforme explicou, vai mudar os mecanismos de financiamento e seleção do Fundo de Cultura da Bahia. "Já estamos implantando e agora queremos que se torne lei, uma lógica republicana e democrática para seleção dos projetos beneficiados", afirmou.
Outro projeto que Albino Rubim espera ver aprovado até o fim do ano é o que cria o Plano Estadual da Cultura. Ele explicou aos deputados que, em 2010, foi aprovado pelo Congresso o Plano Nacional da Cultura. "Agora a Bahia precisa se adequar à legislação com a aprovação do plano também no âmbito estadual." O último projeto que a Secretaria de Cultura da Bahia encaminhará à Assembleia será o Plano Estadual do Livro Leitura.
Sobre os eventos futuros, Albino citou a realização da Conferência Estadual de Cultura, entre os dias 12 e 13 de outubro, na Cidade do Saber, em Camaçari (Região Metropolitana de Salvador). A conferência precederá um encontro nacional, que será realizado em novembro. No encontro, serão eleitos os integrantes do Conselho Estadual da Cultura, que, ao contrário dos anos anteriores, será composto por 10 representantes do poder público, 10 do setor cultural e 10 dos territórios culturais.
No final do encontro, a explanação de Rubim foi muito elogiada pelos deputados da Comissão de Educação. Para o deputado Bira Corôa (PT), uma das principais medidas da secretaria foi a interiorização da cultura na Bahia. "Hoje já é percebida a mudança que sofreu a gestão da cultura em nosso estado", afirmou ele, acrescentando: "A cultura saiu de Salvador e foi para o interior."
A deputada Kelly Magalhães (PC do B) também destacou a questão da interiorização. "A cultura do oeste é diferente da de Salvador e assim por assim diante. É isso que faz a riqueza cultural de nosso estado." Já Marcelino Galo (PT) disse ter saído feliz do encontro com a clareza que os projetos foram apresentados. "Resta-nos apenas garantir que a secretaria tenha os instrumentos adequados para continuar valorizando a cultura de nosso estado", observou.



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