"Com a concentração das secretarias e demais repartições estaduais na área do Centro Administrativo da Bahia e mais recentemente a instalação de vários órgãos federais, nunca houve uma preocupação com o bem-estar dos servidores." Esta é a opinião do deputado Euclides Fernandes (PDT), que está pedindo, em indicação, que o governo construa "um centro comercial e gastronômico". Hoje - continua-, "existem apenas dois restaurantes dentro do CAB para os quais as autoridades constituídas podem levar um convidado ou colega para almoço de trabalho: os restaurantes do Tribunal de Justiça e da Assembleia Legislativa, coincidentemente, pertencentes aos poderes Judiciário e Legislativo. O Poder Executivo não possui nenhum restaurante com um nível de serviço compatível com as necessidades mínimas de serviço e oferta alimentar". Nas imediações do CAB "todos os restaurantes existentes são os mais simples possíveis, todos com a característica de comida caseira. Até uma simples toalha de mesa não é utilizável na maioria dos restaurantes ali existentes", indigna-se Fernandes. Para ele, é "estranho", mas "a Bahia tem tradição em construir restaurantes e alienar para exploração por terceiros, via licitação. Como exemplos mais recentes temos os restaurantes e bares do entorno da Lagoa de Abaeté e do Parque de Pituaçu. Numa época mais antiga, vale recordar que foi iniciativa do Governo do Estado a construção do Restaurante Peres, no Jardim do Palácio da Aclamação; o Restaurante Cacique, ao lado do Cine Guarani, já demolido; o Barravento, no Farol da Barra, e o restaurante do Alto de Ondina, ao lado do Palácio de Ondina. Quase todos, cedidos em comodato". Por fim, o deputado argumenta que "um restaurante de qualidade dentro do polígono do Centro Administrativo traria muitos benefícios para a agilização dos serviços públicos, visto que os técnicos e dirigentes teriam seu dia a dia facilitado por não terem mais que se deslocar para outros pontos da cidade".
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