O professor Délio Pinheiro surpreendeu o acadêmico Aramis Ribeiro Costa, e o emocionou, ao entregar o primeiro exemplar do livro “Um Brasileiro Soldado de Napoleão”, escrito pelo saudoso presidente da Academia de Letras da Bahia, Cláudio Veiga, no lançamento de “Contos e Novelas Escolhidos” de Hélio Pólvora. Trata-se de outra coedição das duas instituições que homenageia o eminente escritor e acadêmico falecido há pouco.
O lançamento dessa obra agora reeditada acontecerá em novembro, no bojo de homenagem que a Academia fará à sua memória, com a inauguração de um retrato a óleo do eminente acadêmico e professor e com o descerramento da placa que nomeia o do gabinete do presidente da instituição como “Sala Professor Cláudio Veiga”.
JUSTIÇA
Délio Pinheiro esclareceu “o papel fundamental do professor Cláudio Veiga para o sucesso do relacionamento do Legislativo estadual com o meio cultural da Bahia”, pois foi o pioneiro convênio assinado entre a Assembleia e a Academia em sua gestão e do então presidente deputado Antonio Honorato, “a abertura dos portos” da produção editorial de uma instituição política, voltada para a feitura das leis do estado.
Para Délio Pinheiro, ali começou a ser construída uma tradição que supre lacuna importante no segmento cultural, sem interferir com o mercado editorial comercial. Ele discorreu sobre o trabalho executado pelo próprio professor Cláudio Veiga e por seu sucessor, o professor Edivaldo Boaventura, e o aprendizado que esse relacionamento institucional proporcionou, pois parcerias e convênios foram depois firmados (em moldes semelhantes) com a Ufba, a Uesb, a Associação Comercial da Bahia, Fundação Casa de Jorge Amado, Câmara Baiana do Livro, Fundação Pedro Calmon, Museu Eugênio Teixeira Leal – entre outras instituições.
E explicitou o nicho de trabalho da Assembleia ao citar a publicação, nove anos atrás, do “O Mundo Estranho dos Cangaceiros”, um clássico e livro de referência sobre cangaço, de Estácio de Lima, que estava há 50 anos fora de catálogo, como também acontecia com “Cascalho” de Herberto Sales, que trata da saga e das relações feudais entre garimpeiros e os coronéis na Chapada Diamantina da década de 1940. “Este é o espaço que o Poder Legislativo procura abrir, se associando a prestigiosas instituições da Bahia, contribuindo para a preservação do que de melhor há na nossa cultura”, completou.
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