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Homenagem póstuma a Mestre Didi é proposta por João Bacelar

Publicado em: 09/10/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Deputado sugeriu título de Cidadão Benemérito da Liberdade e da Justiça Social João Mangabeira
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"Um baluarte da religião afro-brasileira e um dos mais importantes líderes religiosos do culto aos ancestrais. Um predestinado." Foi dessa forma que o deputado João Carlos Bacelar (PTN) iniciou o discurso no plenário da Assembleia Legislativa, ontem, quando homenageou Mestre Didi, morto no último domingo em Salvador, aos 95 anos.
Bacelar destacou que Deoscóredes Maximiliano dos Santos foi iniciado no culto aos Egunguns aos 8 anos de idade, assumindo importantes postos religiosos até chegar a Alapini, supremo sacerdote. Em 1980, fundou a própria Casa, a Sociedade Cultural e Religiosa Ilê Asipa, que capacita homens e mulheres comprometidos com suas raízes e que estudam a tradicional cultura milenar. "Uma universidade que prepara líderes religiosos afrodescendentes com ênfase nos aspectos humanos, religiosos e culturais. Também foi cofundador da Sociedade de Estudos da Cultura Negra no Brasil (Secneb) e teve participação ativa na criação do Centro de Estudos Afro-Orientais (Ceao)", sintetizou.
O deputado Bacelar lembrou que Mestre Didi se destacou também como escritor e artista plástico, produzindo diversos trabalhos expostos na Bahia e em várias partes do mundo e que engrandecem a literatura afro-brasileira.
"Ele exerceu uma militância firme na organização de movimentos pela preservação da cultura e da tradição religiosa. Um nobre no sentido completo da palavra que, com sua sabedoria nagô, nos contagiou como cidadãos, nos ensinando a não nos afastar de nossas raízes. Uma perda irreparável que mantém os atabaques silenciosos. Como adepto da religião nagô, acredito que a vida é uma passagem, por isso nós, filhos de Mestre Didi, vamos continuar o trabalho implantado por ele com abnegação e respeito", finalizou o deputado, que apresentou à Mesa da AL moção de pesar pela morte de Mestre Didi, além da proposição de título post mortem de Cidadão Benemérito da Liberdade e da Justiça Social João Mangabeira.

 



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