Diretores da Concessionária Via Bahia (que administra as BR-324 e 116), receberam na última quarta, dia 9, os deputados da Comissão de Defesa do Consumidor e Relações de Trabalho da Assembleia Legislativa, que acompanham o remanejamento de passarelas do trecho entre Valéria e Águas Claras, na rodovia Salvador - Feira de Santana, reivindicada da comunidade local. Eles apontam a triste ocorrência de seis acidentes fatais nos dois últimos anos. O presidente do colegiado, deputado João Carlos Bacelar (PTN), considerou os trabalhos positivos, disse que vai estudar o problema e apresentar solução.
Segundo o superintendente da Via Bahia, José Carlos Navas, será necessária autorização da Associação Nacional de Transporte e Trânsito (ANTT) – que define os locais para instalação dos equipamentos – para a realização de um novo estudo técnico que registre o número diário de pedestres que utilizam a via, o total de acidentes ocorridos, além do tempo de espera para travessia da pista. Atendidos aos quesitos determinantes da implantação do equipamento, o remanejamento pode ocorrer dentro do contrato, com a anuência da ANTT.
ADEQUAÇÃO
Os representantes da concessionária explicaram que o contrato assinado estabeleceu a construção de 41 passarelas para os 680 km da rodovia pedagiada (a BR-324 não acaba em Feira de Santana), sendo 16 delas instaladas em pista comum – duas no trecho entre os Kms 615 e 617. Entretanto, o projeto original não atende as expectativas da comunidade, por isso a empresa apresentará um novo plano. “Vamos monitorar de perto a dinâmica desse estudo para que rapidamente seja atendida a reivindicação dos moradores evitando mais vítimas no trecho”, frisou o presidente do colegiado. Para o deputado João Carlos Bacelar, seria de fundamental importância a existência de cláusulas contratuais que exigissem respeito às regras de espaçamento para construção de passarelas que é a cada 500 metros, em locais de grande fluxo, “mas isso lamentavelmente não foi feito antes. Precisamos agora buscar urgente correção para essas falhas”, completou. O deputado Carlos Brasileiro (PT) também participou do debate travado no seio da comissão. Na semana passada, a comissão de Defesa do Consumidor e Relações de Trabalho discutiu as ações de proteção para moradores de Águas Claras e Valéria que utilizam a travessia das pistas para executarem as atividades diárias.
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