MÍDIA CENTER

Destinação de resíduos sólidos é debatida no Poder Legislativo

Publicado em: 07/11/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Parlamentares querem aprofundar mais no assunto em busca de soluções inovadoras e viáveis
Foto:

A destinação dos resíduos sólidos é uma preocupação para a Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa que, para aprofundar mais no assunto em busca de soluções inovadoras e viáveis, promoveu, na manhã de ontem, na sala das comissões, um debate sobre o tema. Na oportunidade, os parlamentares, os catadores de lixo, a imprensa e outros cidadãos interessados no tema, assistiram a explanação de Licínio Lima, administrador da empresa Viv Energia e Ambiente, uma empresa de capitais mistos (portugueses, espanhóis e brasileiros), sediada no município baiano de Entre Rios, que desenvolve, dentro de sua atividade industrial e comercial, a reciclagem e reutilização dos resíduos.
Segundo dados numéricos trazidos por Licínio, anualmente são jogados fora 22 milhões de toneladas de papel, no país. Ele afirma que se o papel e papelão fossem completamente reciclados, haveria uma economia de cerca de 33% da energia que é gasta para produzi-los, além de serem poupadas 28 mil litros de água e 17 árvores, por cada tonelada. Também destacou que a reciclagem de latas de alumínio significa reduzir a poluição do ar em cerca de 95%. “Idealmente todos os resíduos deveriam ser reutilizados e reintegrados no meio ambiente. Assim, o conceito de lixo deixará de existir”, disse Licínio.
Dentro desta ótica, a Viv apresentou o seu projeto, defendendo que a forma de reduzir a quantidade de resíduos sólidos é através da reciclagem e da reutilização. Ou seja, reintegrando os resíduos no ciclo de produção, sendo o resíduo orgânico transformado em eletricidade ou adubo orgânico e o não orgânico prensado e armazenado para servir de matéria-prima, além da incineração do restos não valorizáveis. De acordo com a proposta apresentada pela empresa, o projeto é assumido e gerido por ela e fundos de investimento,  estando sob sua responsabilidade a manutenção e execução da atividade, fica a cargo da prefeitura fornecer o terreno, garantir o preço por tonelada de lixo entregue e comprar a energia abaixo do preço da concessionária.
Para o deputado Marquinho Viana (PV), proponente da reunião, a função da comissão é trazer todos os projetos que venham possibilitar uma melhor destinação ao lixo no Brasil, em especial, na Bahia. Dessa forma, o parlamentar salienta que o colegiado ainda apreciará a apresentação de uma outra empresa, de nacionalidade russa, e depois, todas as propostas serão discutidas com os municípios e demais segmentos envolvidos, com o objetivo de verificar se alguma dessas sugestões tem a capacidade de ser implementada. “As empresas querem investir e isso com um custo baixo, porque o município pode entrar apenas com o terreno e ao invés de depositar esse lixo nos lixões, deposita nas usinas”, disse o parlamentar. Ele ainda destacou o exemplo da cidade de Boras, no Oeste da Suécia, onde todo o lixo é reciclado ou transformado em energia, chegando a faltar lixo para a produção das usinas.


RIQUEZA

Esta riqueza do lixo que ainda é jogada fora na Bahia e em todo o país foi ressaltada pela deputada Fátima Nunes (PT). “Todos os dias são muitas peças de caixas, alumínios, vidros jogados fora como lixo quando na verdade tudo isso tem valor econômico”, assegurou a deputada e frisou que, atualmente, são os catadores de recicláveis que transformam o lixo em fonte de renda e, por isso, devem estar inseridos nos novos planos de destinação dos resíduos sólidos que os municípios serão obrigados a apresentar até 2014, devido a lei nacional.
Esta mesma pontuação da necessidade de incluir os catadores de lixo e demais envolvidos no processo foi colocada pelo deputado Joseildo Ramos (PT), sendo unânime a concordância dos presentes com a posição do petista.



Compartilhar: