O lançamento do livro "Walter Smetak – Som e Espírito", da jornalista Jéssica Smetak, no foyer do Teatro Castro Alves, foi marcado pela emoção. Cerca de 500 pessoas compareceram ao evento, que teve longa fila de autógrafos. Integrante da coleção "Gente da Bahia", o volume se inseriu na programação comemorativa do centenário de nascimento do músico suíço, que chegou à Bahia na década de 1950. E não mais saiu daqui até o seu falecimento em 1984.
A autora é neta de Walter Smetak, mas não chegou a conhecê-lo. Os secretários Albino Rubim e Cezar Lisboa, de Cultura e Relações Institucionais, respectivamente, prestigiaram o lançamento, que foi seguido de apresentação da Orquestra Sinfônica da Bahia, na sala principal do TCA. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, retido em compromisso no extremo sul, foi representado pelo professor Délio Pinheiro, assessor para Assuntos de Cultura do Legislativo.
CRITÉRIOS
O livro traça o perfil de Walter Smetak, cultuado músico, multi-instrumentista e pesquisador que marcou a Escola de Música da Universidade Federal da Bahia. O suíço chegou à Bahia para participar dos Seminários de Música, gênese da escola impulsionada por estrangeiros como os maestros Ernst Widmer e Hans-Joachim Koellreutter. Smetak aliou a formação erudita ao experimentalismo, que o fez ser louvado por gerações de instrumentistas e compositores baianos – inclusive ícones da MPB como Caetano Veloso e Gilberto Gil.
Agora escritora, Jéssica não conteve a emoção ao falar do livro, que também registra o esforço familiar para preservação da memória e do acervo deixado por seu avô (alguns dos instrumentos que ele criou e as ferramentas usadas para isto foram expostos no foyer). Com os olhos marejados, agradeceu o apoio do presidente Marcelo Nilo e da Assembleia Legislativa pela inclusão do volume na coleção "Gente da Bahia", bem como a generosidade do secretário Albino Rubim, que elaborou a programação comemorativa do centenário.
O professor Délio Pinheiro explicou os critérios que norteiam as publicações dessa coleção, que procura resgatar "a vida e a obra de ícones da Bahia, responsáveis mesmo pelo que se convencionou chamar de baianidade", e lembrou da sua surpresa quando esteve pela primeira vez com a escritora, uma jovem de vinte e poucos anos. Surpresa ampliada após a leitura dos originais pela qualidade da pesquisa e redação. Ele frisou a importância da intervenção do secretário de Cultura para antecipar a publicação, pois "é longa a fila" em razão do centenário de nascimento.
Por fim, o secretário Albino Rubim falou sobre a importância do legado de Smetak, do concurso que a sua pasta realizou para constituir no programa da Sinfônica e destacou a importância do programa editorial do Legislativo, que supre lacuna histórica da Bahia. Ele disse ainda que a coleção "Gente da Bahia", escrita por jornalistas, reverencia e resgata a memória de baianos que precisam ser lembrados.
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