Dom Gregório Paixão deve receber o Título de Cidadão Baiano. Projeto de Resolução da deputada Luiza Maia (PT) concede a honraria a este sergipano que ingressou no Mosteiro de São Bento da Bahia em 1983, "professando solenemente em 1989", onde exerceu quase todos os ofícios monásticos. Em 1987, conta a deputada, foi enviado para o Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro para cursar Filosofia e Teologia na Escola da Congregação Beneditina do Brasil, vinculada ao Pontificium Athenaeum Anselmianum, de Roma, recebendo nota máxima pela tese "O Panteão Nagô, Aspectos Hagiográficos do Candomblé da Bahia, Elementos Míticos e Históricos".
Na Arquidiocese de Salvador, "desempenhou com esmero e competência vários cargos, funções e missões. Soube relacionar-se de maneira fraterna com os bispos, sacerdotes e diáconos permanentes, religiosos e religiosas, pastorais e movimentos, leigos e leigas. Nos seis anos de episcopado, Dom Gregório viveu intensamente seu lema episcopal: "Preparar os caminhos do Senhor", demonstrando de mil modos seu amor por Jesus Cristo e seu zelo pela Igreja. Criativo e apaixonado pelo que faz, conquistou uma legião de amigos nesta Arquidiocese e no estado da Bahia, que sentiram vê-lo partir para outro estado, mas se alegram com a importante missão que assume na Igreja". Atualmente, Dom Gregório é bispo referencial para a Cultura, da CNBB. "No dia 10 de outubro de 2012 o Santo Padre, o Papa Bento XVI, o elegeu bispo da Diocese de Petrópolis, no Rio de Janeiro".
D. Gregório possui doutorado em Antropologia Cultural pela Universidade Aberta de Amsterdã (Holanda), da qual é professor convidado desde 1998. Foi diretor do Colégio São Bento da Bahia; da Faculdade São Bento, assim como da Revista Análise e Síntese. Lecionou Língua Grega, Antropologia Cultural e Homilética. Publicou livros na Itália, Alemanha e Estados Unidos. No Brasil, publicou 14 livros, entre os quais São Bento – Um Mestre para o Nosso Tempo (1996), Para Rezar com os Anjos (1997), Como Ensinar seu Filho a Estudar (2001), Os Beneditinos e a Arte no Brasil (2007), e Dietário (1582 - 1815) do Mosteiro de São Bento da Bahia: Edição Diplomática (2009). Devocionário de Santa Escolástica, Fábulas de La Fontaine, além de diversos artigos escritos para revistas nacionais e estrangeiras. Em 29 de julho de 2006 foi eleito bispo de Fico, na Mauritânia, trabalhando como bispo auxiliar da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, sendo também Secretário Geral da Regional Nordeste 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e membro titular do Conselho de Cultura do Estado da Bahia.
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