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Colegiado define mais três atividades

Publicado em: 12/11/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Deputados reafirmaram compromisso de lutar em prol das pessoas contaminadas por chumbo
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A Comissão de Saúde realiza, ainda este ano, três importantes atividades voltadas à saúde pública: uma audiência pública para debater a situação do hospital municipal Aroldo Ferreira, de Paulo Afonso, que terá sua administração transferida para uma faculdade de medicina a ser criada no município; um dia em comemoração ao novembro roxo e de discussões sobre o diabetes, o câncer de próstata e a anemia falciforme e a criação de um grupo de trabalho para acompanhar a situação das vítimas contaminadas por chumbo em Santo Amaro da Purificação e em Boquira. Há mais de 30 anos foi registrada a contaminação pelos resíduos de metal pesado produzidos pela Plumbum Mineração e Metalurgia Ltda, que antigamente se chamava Companhia Brasileira de Chumbo (Cobrac), e ainda hoje há vítimas.
Segundo o deputado Mário Negromonte Jr. (PP), autor do requerimento verbal que cria o grupo de trabalho, as consequências ainda hoje são estarrecedoras e afetam, inclusive, os filhos nascidos das vítimas que tiveram contato com o metal pesado produzido pela mineradora. Em fevereiro deste ano a Justiça Federal determinou que a União e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) implantem um Centro de Referência para tratamento destes pacientes. O prazo estipulado expirou e o Centro não foi construído.
Dentre os convidados a participar da audiência pública estará o presidente da Associação das Vítimas da Contaminação por Chumbo, Cádmio, Mercúrio e Outros Elementos (Avicca), Adailson Pereira Moura, conhecido como Pelé do Chumbo. Ele denuncia que desde 1993, ano em que a mineradora encerrou suas atividades em Santo Amaro, foram abertos 1.600 processos indenizatórios por danos morais e materiais contra a companhia na Justiça. Ocorreram, à época, 987 mortes e ainda hoje crianças nascem contaminadas.
Segundo declarações de Pelé do Chumbo a um site de notícias local, “os idosos são as principais vítimas, porque trabalharam na fábrica. A empresa perversamente desligava os filtros da fábrica e toda a cidade, que estava dormindo, aspirava esse pó preto, o cádmio. Essa emanação atingia a população de 22 horas às 06 horas da manhã. O governo foi omisso e está sendo até hoje porque não fiscaliza. Se alguém for lá achar o cianeto e jogar no rio vai ser igual ao césio em Goiânia. Fiz denúncia ao Inema e eles disseram que não podem fazer nada”.
Esta situação será analisada detidamente pelo grupo de trabalho a ser formado na Comissão de Saúde e Saneamento, que buscará informações técnicas e judiciais e pretende acompanhar de perto “as ações a serem desenvolvidas pelos governos federal estadual e municipal”, adiantou Mário Negromonte Júnior.



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