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Audiência discute políticas de promoção da igualdade racial

Publicado em: 21/11/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

A reunião contou com a participação de autoridades e de militantes do movimento negro
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Com o objetivo de debater a efetividade das políticas de promoção da igualdade racial na Bahia, foi realizada ontem, no auditório Jutahy Magalhães da Assembleia Legislativa, a audiência pública “Promoção da igualdade Racial nas Políticas Públicas de Juventude e no Serviço Social”, encontro promovido pelo vice-presidente do Legislativo e presidente das frentes parlamentares da juventude e assistência social, Yulo Oiticica (PT). A audiência contou com autoridades do poder publico ligadas a área, além de militantes do movimento negro.
A audiência foi aberta com a exibição do vídeo “A construção da igualdade”, que através do depoimento de historiadores, líderes religiosos e de organizações sociais e os diversos movimentos que pressionaram o governo brasileiro a promover a abolição da escravatura no país. Citando a famosa frase de Martin Luther King “Nós ainda não somos quem gostaríamos de ser, mas não somos mais quem éramos”, Yulo Oiticica agradeceu a presença dos militantes e das autoridades.
O petista disse que a Bahia ferve no mês de novembro pelos diversos debates e eventos que são promovidos em comemoração ao dia da Consciência Negra, celebrado no dia 20. “É fundamental esse esforço, para que o mito da igualdade racial seja combatido”, afirmou o deputado. Ele lembrou que o momento é de luta contra o extermínio da juventude negra, chamando a atenção para os dados divulgados pela última pesquisa do Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada (Ipea), que revela que 70% das vítimas de assassinato no Brasil são negras. “Essa realidade precisa ser enfrentada. Precisamos bater de frente com a concepção atrasada de segurança pública vigente no país”, disse o parlamentar.
“O racismo vem antes da pobreza”, afirmou o presidente do Fórum Estadual de Juventude Negra, Helder Mahin. O militante adverte que existe um perigo das políticas públicas universalistas não considerarem a vulnerabilidade e o potencial da juventude negra. “É necessário haver esse recorte nas políticas públicas. O racismo não escolhe a classe social, ele escolhe a cor da pele. Não queremos ficar com o bagaço da laranja”, disse Mahin.
Já o representante da Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade, Caruso Costa, elogiou o vídeo de abertura da audiência pública, dizendo que é fundamental que a história da diáspora negra seja investigada e contada a partir do ponto de vista do negro. “Todo branco, em algum momento da sua genealogia, foi de alguma forma beneficiado”, disse Costa, salientando que a Sepromi está descentralizando as políticas antes focadas em Salvador, espalhando as ações para os 417 municípios baianos. “Para isso, estão sendo formados fóruns de igualdade racial nos diversos municípios do estado para que as realidades locais possam ser conhecidas e as políticas públicas melhor formuladas”, completou.



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