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Comissão debate prevenção a diabetes e câncer de próstata

Publicado em: 27/11/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Presidente José de Arimatéia convidou especialistas, que promoveram palestras sobre o tema
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A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado estadual José de Arimatéia (PRB), promoveu ontem uma programação especial que contou com especialistas da área médica abordando, através de pequenas palestras, a prevenção e tratamento às doenças que, durante o mês de novembro, estão recebendo atenção especial devido às celebrações do Dia da Consciência Negra e do Novembro Azul. O objetivo é prevenir a diabetes e o câncer de próstata.
O urologista Eduardo Café falou sobre o câncer de próstata, mal mais frequente nos homens acima de 50 anos. O médico afirmou que o Brasil tem registrado 60 mil novos casos por ano, e que o número de diagnósticos tem aumentado pela compreensão de necessidade dos exames. "As mulheres são as maiores responsáveis por esse resultado, elas motivam os homens a fazer o exame. A situação tem melhorado, apesar da grande resistência que ainda existe", afirmou o urologista.
Café contou que a doença está associada ao envelhecimento e que tem prevalência em homens afrodescendentes, salientando que a patologia atinge de 15% a 18% dos homens de 70 anos e que o exame de toque e o PSA permitem o diagnóstico precoce e a cura. "Precisamos também nos preocupar com o tratamento das complicações que podem advir do tratamento, como disfunção erétil e incontinência urinária, o que não está previsto no SUS", disse o médico.


PROCEDIMENTOS


O deputado Pastor Sargento Isidório (PSC), que polemizou o tema há alguns anos, fez uma autocrítica, revelando que, por não ter tido um tratamento adequado quando foi submetido ao exame, pensou que não havia procedimentos corretos para sua realização e protestou. "Fui muito atacado pela mídia, mas o importante é que o assunto nunca foi tão debatido. Hoje eu sei que o toque retal não tira a masculinidade de ninguém", revelou Isidório.
Já o presidente do colegiado, deputado José de Arimatéia, disse que já alcançou a idade de fazer o exame periodicamente e o faz. "O preconceito não pode ser maior do que a sensação de tranquilidade de estar bem de saúde. E preciso que isso fique claro para a população. O preconceito não vale uma vida", destacou o parlamentar.
 

DIABETES


A diretora do Centro de Diabetes e Endocrinologia do Estado da Bahia (Cedeba), a endocrinologista Reine Marie Chaves, falou sobre a diabetes e ressaltou que a doença vem crescendo assustadoramente no mundo de forma exponencial, afirmando que, em 2030, 10% da população mundial terá diabetes. "É um dos maiores problemas de saúde pública do século XXI", afirmou a médica.
Ela disse que o centro que dirige recebe 10 mil pacientes novos por ano e que mais de 50% dos pacientes só descobrem a doença quando já estão sofrendo as suas complicações. "Nossa arma é a educação em saúde, mostrar às pessoas a necessidade de tratar a diabetes", disse Reine Marie, salientando que o estímulo à atividade física, alimentação correta e medicação adequada, se for o caso, são os cuidados que o paciente deve ter. "Baixar as alíquotas dos impostos dos alimentos de baixa caloria seria uma boa medida para estimular o consumo desses produtos", disse.

DOENÇA FALCIFORME

 
A hematologista Angela Zanette, especialista em doença falciforme, contou que a doença tem origem genética e hereditária e atinge, de forma intensa, a população afrodescendente. Na Bahia, que é o estado de maior população negra do país, a patologia atende um de cada 650 habitantes, enquanto no Rio Grande do Sul atinge um de cada 10 mil habitantes.
A anemia falciforme pode provocar oclusão vascular, com comprometimento de órgãos e sistemas. "O paciente sofre de crises de dores intensas e precisa de acompanhamento específico", completou a médica.



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