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Comissão da Verdade ouvirá o ex-deputado Luiz Leal

Publicado em: 28/11/2013 00:00
Editoria: Diário Oficial

Marcelino Galo assegurou que reunião ocorrerá ainda este ano em data a ser definida
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O ex-deputado estadual Luiz Leal, com passagem de destaque pela Assembleia Legislativa, será o próximo convidado da Comissão Especial da Verdade. Esta proposição foi aprovada ontem por unanimidade e o presidente Marcelino Galo (PT) só não definiu a data da oitiva, que será ainda este ano, porque deseja trazer todos os familiares do ex-parlamentar, inclusive aqueles que não estão em Salvador.
O colegiado foi criado com o objetivo de apurar todas as violências praticadas contra militantes de oposição ao regime arbitrário que se impôs no país a partir de 1964. A comissão quer apurar as prisões que resultaram em crimes de tortura e até assassinatos, além da cassação de parlamentares.
"Vamos agendar logo a oitiva com o ex-vereador e deputado estadual Luiz Leal, assim como aconteceu com Marcelo Duarte, que teve a participação de familiares. Será muito importante tomarmos também o depoimento de Luiz Leal e seus familiares para que todos saibam o que aconteceu e ficará marcado na história", comentou o petista Marcelino Galo.
O presidente fez elogios à oitiva que aconteceu em Vitória da Conquista, quando a baiana apontada como a brasileira que mais viveu na clandestinidade, usando três nomes (todos usando Maria como prenome), atualmente Maria José Gomes Novaes, emocionou a todos os presentes na audiência, com o seu relato.
Arquiteta formada pela Universidade Federal da Bahia, Maria José foi exilada na França, onde casou e atualmente exerce a função de engenheira urbanística da Prefeitura de Paris. Maria José Gomes Novaes também foi conhecida como Maria Neide e Maria Malheiros.
"Depois de 42 anos, Maria foi uma das últimas brasileiras a serem anistiadas. Seu depoimento mostrou uma história horrível vivida por ela no tempo da ditadura militar. Nunca foi presa, mas viveu sempre em perigo na clandestinidade. Hoje tem remorso por não ter sido presa, a exemplo de outros companheiros de luta que foram presos, torturados e até assassinados. Ela nos trouxe com seu relato o verdadeiro impacto do que foi a ditadura militar", concluiu o parlamentar Marcelino Galo, presidente da Comissão Especial da Verdade.



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